domingo, 10 de novembro de 2024

SÃO LUÍS: 35% DA POPULAÇÃO VIVE EM FAVELAS, APONTA CENSO 2022

Dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (8), revelam que 363.221 pessoas vivem em áreas de favela na capital maranhense, representando cerca de 35% da população. O estudo destaca o crescente desafio das autoridades em fornecer infraestrutura adequada e serviços públicos básicos a esses moradores, que enfrentam insegurança na posse de suas moradias e carências em diversos serviços essenciais.

Segundo a definição do IBGE, as favelas são caracterizadas por domicílios que apresentam diferentes níveis de insegurança jurídica sobre a posse, além de infraestrutura incompleta ou precária. Esses locais são marcados por edificações e arruamentos geralmente feitos pela própria comunidade, sem seguir os padrões definidos pelo poder público. Estão, ainda, situados em áreas de restrição à ocupação, como rodovias, ferrovias, linhas de transmissão elétrica, áreas protegidas e de risco.

Em São Luís, os principais núcleos estão no Coroadinho e na Cidade Olímpica, com mais de 78 mil moradores distribuídos em 25.664 residências. Essas áreas ocupam, respectivamente, a 8ª e a 18ª posição entre as maiores favelas do Brasil. O Coroadinho, sozinho, concentra 51.050 moradores em 16.741 domicílios – um aumento no número de residências em relação ao censo anterior, mas uma redução populacional ao longo de 12 anos.

No último levantamento, feito em 2010, o Coroadinho tinha 14.278 domicílios e 53.945 moradores, sendo a 4ª maior favela do país à época. A nova classificação reflete as transformações nas dinâmicas populacionais e urbanas de São Luís, que enfrenta desafios para melhorar a vida dessas comunidades.

No cenário nacional, o ranking das maiores favelas é liderado pela Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro, com 72.021 moradores, seguida pela Sol Nascente, no Distrito Federal, com 70.908 habitantes. Paraisópolis, em São Paulo, ocupa a terceira posição, com cerca de 58 mil moradores.

Esses dados mostram um retrato das desigualdades urbanas e das condições de vida em favelas, que representam um dos maiores desafios para o planejamento urbano no Brasil.

Fonte:g1

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