quarta-feira, 2 de setembro de 2026

MAIS DE 50 CRIANÇAS MORRERAM À ESPERA DE UM TRANSPLANTE EM 2025; ENTENDA POR QUE A FILA PEDIÁTRICA É AINDA MAIS DIFÍCIL

Mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante no Brasil, e cerca de 3 mil morrem todos os anos enquanto esperam por um órgão, segundo o Ministério da Saúde. Entre as crianças, a espera pode ser ainda mais difícil: em 2025, 50 pacientes pediátricos morreram antes de conseguir um transplante, enquanto o país realizou 586 procedimentos desse tipo, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT).

Um dos principais obstáculos para ampliar o número de transplantes é a recusa das famílias. Em aproximadamente 45% dos casos, os parentes não autorizam a doação de órgãos. O cenário também preocupa entre os potenciais doadores pediátricos: foram 274 em 2023, número que caiu para 211 em 2025.

Os dados ganham destaque durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos. Para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, a conversa dentro de casa pode fazer diferença justamente no momento em que uma família precisa tomar uma decisão em meio ao luto.

Famílias que já conversaram sobre o assunto tendem a autorizar a doação com mais tranquilidade e segurança. Quando a população é bem informada, tendo suas dúvidas e mitos esclarecidos antes de um momento tão difícil, o número de recusas cai e, consequentemente, mais transplantes podem ser realizados”, afirma o cirurgião Fábio Navarro, responsável pelo Serviço de Transplante Cardíaco do hospital.

Por que a espera é ainda mais difícil para as crianças?

Segundo o Ministério da Saúde, um único doador pode salvar até oito vidas. No caso dos transplantes pediátricos, porém, existe uma dificuldade adicional: não basta encontrar um órgão disponível. É necessário que ele seja compatível com o tamanho do receptor. Isso reduz o número de possíveis doadores para uma criança e pode prolongar ainda mais a espera.

“Os transplantes pediátricos enfrentam um desafio adicional em relação aos adultos. Órgãos infantis costumam ser compatíveis, em geral, com receptores de tamanho semelhante, o que significa que o número de doadores possíveis é bem menor. Isso faz com que crianças, na maioria das vezes, esperem mais tempo na fila por um órgão de tamanho adequado”, explica Navarro.

O tempo de espera também representa uma questão importante para o desenvolvimento infantil. “Para uma criança na fila de espera, um transplante pode significar a diferença entre continuar hospitalizada e voltar a ter uma infância normal, ir à escola, brincar e crescer com mais saúde. Para a família, é o fim de uma angústia diária e o início de uma nova fase marcada por alegria e gratidão”, destaca o especialista.

Por que conversar sobre doação pode fazer diferença?

No Brasil, a doação de órgãos de uma pessoa falecida depende da autorização da família. Por isso, deixar clara a intenção de ser doador antes de uma eventual situação de luto pode ajudar os familiares a tomar a decisão. “Falar sobre isso ajuda a desfazer mitos, antecipa este tema sensível às famílias, para que estas, tendo maior conhecimento, possam tomar uma decisão pela doação de órgãos, mesmo em um momento de muita dor. Quanto mais se fala em doação de órgãos, mais vidas podem ser salvas”, afirma Navarro.

Isabela esperou três meses por um novo coração

A história de Isabela, de 11 meses, mostra o impacto que um transplante pode ter na vida de uma criança e de toda a família. Ainda durante a gestação, uma alteração identificada em um exame levou os médicos a investigar a possibilidade de um tumor. Com apenas um dia de vida, Isabela foi encaminhada ao Hospital Pequeno Príncipe.

A bebê passou 30 dias na UTI Neonatal e foi submetida a uma série de exames até que a família recebeu o diagnóstico de um fibroma cardíaco inoperável. Diante da condição, o transplante de coração passou a ser a única possibilidade de tratamento. “Em um primeiro momento, foi um susto. Quando fui me aprofundar, passei a entender o que era o transplante e que teríamos que ficar na fila para encontrarmos um doador”, conta a mãe, Caroline Antônia da Silva de Paula.

Foram três meses de espera até que a família recebeu a notícia de que havia um coração compatível para Isabela. “Não achei que fosse chegar tão rápido. Foi uma felicidade gigante. Após o transplante, posso ver que minha filha está mais ativa. Hoje, ela vive”, relata Caroline. Para a mãe, o novo coração deu à filha a possibilidade de construir uma história diferente. “A doação de órgãos é um ato de amor, de esperança e de empatia com o próximo. Hoje, saio com a minha filha com vida. Minha Isabela terá um futuro”, resume.

CORREIO 

MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA SUSPEITA DE PAGAMENTOS EM DUPLICIDADE PARA DEFENSORES DATIVOS NO MARANHÃO

O Ministério Público do Maranhão abriu uma investigação para apurar possíveis pagamentos em duplicidade de honorários a defensores dativos em processos judiciais e administrativos contra o Estado. A apuração está sob responsabilidade do promotor de Justiça Nacor Paulo Pereira dos Santos, da 40ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa.

A investigação teve origem em um procedimento que já apurava suspeitas de duplicidade em ações de cumprimento de sentença contra o Estado do Maranhão. Durante a apuração, depoimentos de procuradores estaduais apresentaram novos elementos relacionados à cobrança de honorários por defensores dativos, levando o MP a instaurar um procedimento específico para verificar as possíveis irregularidades.

Segundo o Ministério Público, a suspeita é de que um mesmo crédito possa ter sido cobrado mais de uma vez, por meio de processos diferentes ou pela combinação de procedimentos judiciais e administrativos.

Durante as audiências realizadas pelo MP, procuradores do Estado relataram situações em que teriam identificado ou tomado conhecimento de cobranças repetidas referentes ao mesmo crédito.

A procuradora Gabriela de Faria Abdala Vieira afirmou que casos envolvendo defensores dativos teriam chamado a atenção da Procuradoria. Segundo ela, havia situações em que honorários referentes a determinadas ações penais eram cobrados novamente em outro processo.

A procuradora Flávia Patrícia Soares Rodrigues também relatou dificuldades para identificar todas as situações de litispendência, coisa julgada ou duplicação de cobranças devido ao grande volume de processos. De acordo com o depoimento, alguns casos de possível pagamento em duplicidade chegaram a ser identificados.

Já a procuradora Renata Bessa da Silva Castro informou que mecanismos de controle utilizados pela Procuradoria ajudaram a identificar situações envolvendo cobranças administrativas e judiciais referentes aos mesmos honorários.

Em um dos levantamentos mencionados no depoimento, relacionado a honorários de defensores dativos, foi identificada uma dívida estimada em R$ 6 milhões, que passou por análise para verificar possíveis duplicidades.

O procurador João Ricardo da Silva Gomes de Oliveira afirmou que o sistema não exigiria, no momento do cadastro, informações suficientes sobre o processo originário para facilitar a identificação automática de possíveis cobranças repetidas.

Durante seu depoimento, o procurador relatou ter identificado um caso envolvendo uma advogada que teria apresentado mais de uma demanda relacionada ao mesmo processo de origem. Segundo ele, a situação levantou a suspeita de que outros casos semelhantes possam existir.

O procurador também afirmou que o controle sobre as execuções seria limitado e que poderia haver outros pagamentos em duplicidade ainda não identificados.

Outro procurador ouvido pelo MPMA, Erlls Martins Cavalcanti, relatou situações envolvendo honorários de defensores dativos em comarcas do interior do Estado e citou São Domingos do Maranhão como uma das localidades em que teria observado maior incidência do problema.

Com a abertura do novo procedimento, o Ministério Público determinou que os procuradores apresentem documentos e informações sobre os casos de possível duplicidade.

A Promotoria pretende identificar os advogados ou defensores dativos envolvidos, números de inscrição na OAB, processos judiciais relacionados aos créditos, eventuais processos administrativos; números de precatórios ou RPVs; valores cobrados; valores efetivamente pagos; documentos que possam comprovar eventual pagamento em duplicidade.

OAB DIZ QUE “ACOMPANHA COM EXTREMA PREOCUPAÇÃO” CRISE NO STF

O presidente em exercício da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Délio Lins e Silva Júnior, disse acompanhar “com atenção e extrema preocupação” os novos elementos das investigações do Caso Master que apontam troca de mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em nota divulgada nesta terça-feira (1º/9), o presidente em exercício da OAB defendeu a “apuração rigorosa e isenta de todos os fatos, em relação a quem quer que seja, asseguradas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e da presunção de inocência”.

“Esses princípios garantem da legitimidade da apuração”, completou.

No texto, o presidente da Ordem ainda disse que “se preocupa com os impactos dessa crise para o Brasil, sobretudo por envolver instituições essenciais para a democracia e por ocorrer durante o período eleitoral. A OAB seguirá cumprindo seu papel de defender a Constituição”.

Conforme publicado pelo Metrópoles, na coluna Andreza Matais, em mensagem enviada por WhatsApp, Vorcaro cita duas autoridades da República: o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Após apurações preliminares, a Polícia Federal concluiu que a mensagem enviada por Daniel Vorcaro foi destinada a Alexandre de Moraes.

Do Metrópoles

BRANDÃO RECORRE AO STF CONTRA DECISÃO DE TOFFOLI SOBRE INQUÉRITO ABERTO POR DINO

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra uma decisão do ministro Dias Toffoli que rejeitou o pedido da defesa para suspender uma investigação que envolve o chefe do Executivo estadual. O recurso foi apresentado na segunda-feira (31). A defesa pede que Toffoli reveja a decisão ou leve o caso para análise dos demais ministros do Supremo.

A investigação começou após uma decisão do ministro Flávio Dino, que determinou o envio de documentos à Polícia Federal para apurar fatos relacionados ao governador. Segundo a defesa, o caso deveria tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por envolver um governador de Estado.

A defesa de Brandão entrou com uma ação no STF para questionar a forma como a investigação foi aberta e pedir que a Corte avalie se o procedimento seguiu as regras previstas para casos envolvendo governadores.

A decisão de Dias Toffoli foi tomada em agosto e considerou que o pedido apresentado pela defesa não deveria continuar naquele momento.

O ministro apontou que:

a ação estaria ligada diretamente à situação do governador;
existiriam outros caminhos para questionar a investigação;
o pedido apresentado não teria demonstrado uma questão geral que justificasse a análise pelo Supremo.
A defesa de Brandão discorda e afirma que o caso não trata apenas da situação do governador, mas dos limites para investigações envolvendo chefes de governos estaduais.

Segundo os advogados, a decisão do STF poderá definir como situações semelhantes devem ser tratadas em outros estados.

Defesa diz que PGR defendeu envio do caso ao STJ
Um dos principais argumentos apresentados no recurso é que a Procuradoria-Geral da República (PGR) teria defendido que a investigação fosse analisada pelo Superior Tribunal de Justiça.

A defesa afirma que documentos do próprio procedimento mostram que a PGR avaliou que o caso deveria ser enviado ao STJ.

Para os advogados, isso demonstra que a discussão sobre qual órgão deve acompanhar a investigação não seria apenas uma reclamação de Brandão, mas uma questão institucional.

O recurso também afirma que a PGR não teria apoiado algumas medidas tomadas contra outros investigados, como:

buscas e apreensões;
quebra de sigilos;
prisão preventiva;
afastamento de cargo público.
Defesa cita afastamento no Tribunal de Contas do Maranhão
Outro argumento usado pela defesa envolve o afastamento do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

Segundo os advogados, a medida mostra que a investigação não envolve apenas o governador, pois também alcançou outra autoridade pública.

A defesa afirma ainda que apresentou novas informações ao STF antes da decisão de Toffoli, mas que esses pontos não teriam sido analisados.

Polícia Federal pediu documentos ao governador
O recurso também cita um ofício enviado pela Polícia Federal diretamente ao governador do Maranhão.

Segundo a defesa, a PF pediu documentos de órgãos estaduais e estabeleceu prazo de cinco dias para o envio das informações.

Os advogados questionam a forma como o pedido foi feito e afirmam que a Polícia Federal não poderia solicitar diretamente documentos da administração estadual sem autorização do Ministério Público ou da Justiça.

A defesa classifica a medida como uma interferência na estrutura do Estado e afirma que o pedido atinge a autonomia do Maranhão.

Defesa questiona documentos ligados a reportagem

Outro ponto apresentado pelos advogados é que parte dos documentos solicitados pela Polícia Federal teria relação com informações divulgadas em uma reportagem jornalística.

Segundo a defesa, a publicação teria sido usada como base para direcionar a investigação.

Os advogados afirmam que isso reforça os questionamentos sobre a forma como o procedimento vem sendo conduzido.

Brandão pede que STF volte a analisar o caso

No recurso apresentado ao Supremo, a defesa pede que a ação seja aceita e que o STF analise o pedido para suspender os atos da investigação.

O objetivo, segundo os advogados, é que a Corte defina quais são os limites de investigações envolvendo governadores e qual órgão deve acompanhar casos desse tipo.

A defesa sustenta que, quando não houver uma situação específica de competência do STF, investigações contra governadores devem ser conduzidas pelo Superior Tribunal de Justiça.

Do Imirante.com

terça-feira, 1 de setembro de 2026

QUATRO CRIANÇAS DA MESMA FAMÍLIA MORREM AFOGADAS NA BAHIA

Quatro crianças da mesma família morreram afogadas em um açude em Paramirim, na Bahia, no domingo (30), depois de não conseguirem sair da água. As vítimas eram três irmãos, de 3, 6 e 9 anos, e um primo, de 8 anos.

Segundo informações do Jornal Correio 24 Horas, uma quinta criança, de 11 anos, conseguiu nadar até a margem. Dois adultos que estavam na região tentaram ajudar no resgate e retiraram o menino da água.

As vítimas foram identificadas como os irmãos Jeferson Davi da Silva Oliveira, de 9 anos, Jacson Diego Silva Oliveira, de 6, e José Diogo da Silva Oliveira, de 3, além do primo Lorenzo Almeida Cardoso, de 8 anos.

O Samu foi acionado, mas as crianças já haviam morrido quando a equipe chegou. As buscas foram iniciadas ainda no domingo por equipes do Núcleo de Operações Aquáticas do 7º Batalhão de Bombeiros Militar, sediado em Vitória da Conquista.

Os mergulhadores encontraram o primeiro corpo no primeiro mergulho e localizaram outros dois na segunda tentativa. O quarto corpo foi encontrado por volta de 1h30 desta segunda-feira (31). Todos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica para identificação e procedimentos legais.

As aulas de toda a rede pública municipal de Paramirim foram suspensas nesta segunda-feira (31). As quatro crianças eram alunos da Escola Municipal Dalila Meira. Em nota, a prefeitura lamentou as mortes e manifestou solidariedade às famílias.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

JUSTIÇA SUSPENDE RESULTADO DE EDITAL DE R$ 18,9 MILHÕES PARA ANIVERSÁRIO DE SÃO LUÍS

A Justiça suspendeu o resultado do edital destinado à realização do Aniversário de São Luís 2026 e do Festival Negritude, parceria avaliada em R$ 18,975 milhões. Com a decisão liminar, o Instituto de Estudos Sociais e Terapias Integrativas (IESTI) voltou provisoriamente à primeira colocação do processo seletivo.

A medida foi assinada pelo juiz Osmar Gomes dos Santos, titular da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Luís. O magistrado suspendeu a retificação do edital, a reavaliação das propostas e o resultado publicado em 18 de agosto, que havia declarado o Instituto Cultural Nossa Senhora de Fátima (ICNSF) como primeiro colocado.

A informação é da Folha do Maranhão.

No resultado inicial, divulgado em 6 de agosto, o IESTI alcançou 77,63 pontos e liderou a seleção. Após recurso apresentado pelo Instituto IGA, porém, a Secretaria Municipal de Cultura anulou parcialmente o procedimento e autorizou as cinco entidades participantes a apresentar novas propostas ou reformular os documentos entregues anteriormente.

Com a reabertura do processo depois de divulgada a primeira classificação, uma nova análise foi realizada em 13 de agosto. Nessa etapa, o ICNSF obteve 87,1 pontos e assumiu a liderança. O IESTI aumentou sua pontuação para 83,9, mas caiu para a segunda posição.

Segundo a decisão judicial, um parecer técnico da Secretaria Municipal de Informação e Tecnologia identificou apenas uma falha pontual no formulário eletrônico, que não disponibilizava campo específico para anexar o Plano de Trabalho. O documento, contudo, não confirmou a existência de instabilidade generalizada, perda de arquivos ou comprometimento das inscrições.

Para o juiz, a administração municipal adotou uma providência mais ampla do que o problema exigia ao permitir que as entidades reformulassem suas propostas depois de conhecida a classificação inicial. A decisão também aponta ausência de contraditório, fundamentação incompleta das notas e alteração posterior dos critérios utilizados no segundo julgamento.

Com a liminar, a Secretaria Municipal de Cultura deverá retomar o procedimento na fase de análise dos recursos administrativos, ouvir as entidades interessadas e apresentar fundamentação individualizada para as notas. A pasta não poderá permitir a apresentação, substituição ou complementação de propostas.

A nova avaliação deverá considerar exclusivamente os documentos enviados dentro do prazo originalmente estabelecido pelo edital.

Até a conclusão regular da fase recursal, permanece restabelecido o resultado de 6 de agosto, com o IESTI na primeira colocação. O magistrado ressaltou, entretanto, que a decisão não torna definitiva a classificação nem autoriza o Judiciário a atribuir notas às propostas.

As autoridades responsáveis terão 48 horas para cumprir a determinação e dez dias para prestar informações. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a 30 dias.

O ICNSF e o Instituto IGA também deverão integrar o processo e apresentar manifestação. A liminar foi concedida no âmbito de um mandado de segurança.

EPIDEMIOLOGISTA FAZ ALERTA GRAVE: “VACINAS” CONTRA A COVID-19 PODEM TER CAUSADO ATÉ 840 MIL MORTES NOS EUA

Nicolas Hulscher, da McCullough Foundation, questiona dados de segurança dos imunizantes e cobra investigação sobre possível subnotificação de eventos adversos

NEWARK, NOVA JERSEY, EUA — Uma declaração do epidemiologista Nicolas Hulscher, administrador da McCullough Foundation, reacendeu o debate sobre os possíveis efeitos adversos das vacinas contra a Covid-19 nos Estados Unidos.

Hulscher afirma que os imunizantes podem ter provocado entre 470 mil e 840 mil mortes de americanos, número que, segundo ele, superaria as baixas combinadas dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra do Vietnã e Guerra do Iraque.

As estimativas citadas pelo epidemiologista seriam baseadas em análises de excesso de mortalidade, informações do Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Vacinas (VAERS), ajustes relacionados à possível subnotificação e outros estudos utilizados por pesquisadores que questionam a segurança dos imunizantes.

Além dos questionamentos sobre os números de mortes, Hulscher faz acusações contra a Food and Drug Administration (FDA), agência responsável pela regulamentação de medicamentos e vacinas nos Estados Unidos.

Segundo o epidemiologista, comunicações internas da agência poderiam indicar que informações relacionadas à segurança das vacinas teriam sido ocultadas ou minimizadas.

Hulscher classifica o episódio como uma possível das maiores catástrofes biomédicas da história e defende que eventuais responsabilidades sejam investigadas, inclusive na esfera criminal, caso sejam encontradas evidências de irregularidades.

As declarações levantam uma questão central: quantas mortes realmente podem ser atribuídas às vacinas contra a Covid-19 e quantas ocorreram por outras causas após a vacinação?

Especialistas destacam que o VAERS registra acontecimentos ocorridos após a vacinação, mas uma notificação no sistema não significa automaticamente que a vacina tenha causado a morte ou o evento adverso. Para estabelecer causalidade, são necessárias análises epidemiológicas e científicas específicas.

Da mesma forma, o excesso de mortalidade é utilizado para identificar mudanças no padrão de óbitos de uma população, mas não permite, isoladamente, determinar a causa de cada morte registrada.

Por isso, a estimativa apresentada por Hulscher precisa ser analisada à luz da metodologia utilizada, de estudos independentes e de dados oficiais de mortalidade e farmacovigilância.

Para Hulscher e pesquisadores associados à McCullough Foundation, a dimensão das suspeitas justificaria uma investigação independente e transparente sobre os sinais de segurança registrados durante a campanha de vacinação contra a Covid-19.

O caso coloca novamente em discussão a necessidade de transparência dos dados, fiscalização dos órgãos reguladores e investigação de possíveis falhas na identificação e comunicação de eventos adversos.

Até que as alegações sejam submetidas a investigações independentes e evidências capazes de estabelecer relação causal, os números apresentados pelo epidemiologista devem ser tratados como estimativas e alegações, e não como mortes comprovadamente causadas pelas vacinas.

Texto: Jornalista Rodolfo Oliveira
Newark, New Jersey, United States

Vídeo:




MAIS DE 50 CRIANÇAS MORRERAM À ESPERA DE UM TRANSPLANTE EM 2025; ENTENDA POR QUE A FILA PEDIÁTRICA É AINDA MAIS DIFÍCIL

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