terça-feira, 8 de julho de 2025

CAXIAS CELEBRA 10 ANOS DO CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL COM SESSÃO SOLENE NA CÂMARA MUNICIPAL

A Câmara Municipal de Caxias realizou nesta segunda-feira (7), uma sessão solene para celebrar os 10 anos de criação do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional na cidade. A homenagem reuniu autoridades, profissionais da saúde e representantes institucionais que contribuíram para o fortalecimento da fisioterapia e da terapia ocupacional na região.

A solenidade foi aberta pelo vereador Léo Barata, que também presidiu os trabalhos e fez o encerramento da cerimônia. A proposição da homenagem foi de autoria do Dr. Eugênio Freitas, reconhecendo a importância da atuação do conselho na regulamentação e valorização das duas profissões.
Durante a sessão, diversas autoridades fizeram uso da palavra. A ex-deputada estadual Cleide Coutinho foi a primeira a se pronunciar, destacando a relevância do conselho para a saúde pública e a qualificação dos serviços na cidade. O presidente do Sindicato dos Fisioterapeutas do Maranhão, Dr. Aarão Neto, também ocupou a tribuna para reforçar a luta da categoria por melhores condições de trabalho e reconhecimento profissional.
Representando o CREFITO-16, estiveram presentes a presidente Dra. Letícia Fröhlich Padilha, que ressaltou a importância da presença do conselho em Caxias, e a vice-presidente, Dra. Márcia de Souza Rodrigues, terapeuta ocupacional, que destacou os avanços obtidos ao longo da última década.

Outro destaque foi a participação do fisioterapeuta Dr. Emígdio Nogueira Coutinho, delegado e coordenador adjunto da DEFIS/CREFITO-16, que também homenageou os profissionais da área.

Diversos vereadores se manifestaram em apoio à homenagem, entre eles Catulé, Darlan Almeida, Durval Júnior, Gil Ricardo e Sansão Pinheiro. Os vereadores  Luis Fernando e  Fernando Amorim também fizeram uso da palavra, reconhecendo a importância do conselho para a formação profissional e para o atendimento à população.

A sessão solene marcou um momento de reconhecimento coletivo ao papel fundamental desempenhado pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional na cidade de Caxias, consolidando uma trajetória de 10 anos dedicada à ética, à qualidade e ao fortalecimento das profissões da saúde.

ASCOM/CMC

segunda-feira, 7 de julho de 2025

VITÓRIA DE RENATO MENESES MARCA NOVA FASE ESTRATÉGICA NO PT DE CAXIAS

A eleição de Renato Meneses para a presidência do Partido dos Trabalhadores em Caxias, neste domingo (06), não foi apenas uma vitória expressiva — com 636 votos, o triplo do segundo colocado —, mas também um indicativo de mudança de rumos internos no partido. O resultado consolidou uma nova liderança política em torno do presidente da Câmara Municipal, Ricardo Rodrigues, que foi o principal articulador da candidatura vitoriosa.

O ex-vereador Joãozinho do PT somou 206 votos e ficou em segundo lugar. Dos 983 votantes, 141 optaram por voto em branco ou tiveram o voto anulado, evidenciando que parte da militância ainda mantém posturas críticas ou distantes das principais correntes em disputa.

Poeta e militante histórico, Renato Meneses representa uma ala mais sensível às pautas culturais e sociais, mas chega ao comando do partido com o respaldo de um grupo político bem estruturado, que tem em Ricardo Rodrigues seu principal líder.

A vitória amplia a projeção de Ricardo dentro e fora do partido. Com forte trânsito regional e ambições ainda não totalmente reveladas, o presidente da Câmara emerge como nome decisivo para os próximos capítulos da política caxiense e das articulações para 2026.

PRIMEIRA DENÚNCIA DE FRAUDE EM EMENDAS, ACUSAÇÃO CONTRA DEPUTADOS DO PL AVANÇA NO STF

Fonte:Veja

Deputados Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, do PL, são réus por corrupção e organização criminosa em esquema de extorsão de prefeitos no Maranhão.

Em meio ao embate entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o pagamento de emendas parlamentares consideradas irregulares ou pouco transparentes, a Corte caminha para um julgamento inédito: pela primeira vez, deputados federais poderão ser condenados por cobrar propina para destinar verbas públicas a municípios.

Trata-se do processo contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o ex-deputado Bosco Costa (PL-SE), acusados pelo Ministério Público Federal de corrupção passiva e participação em organização criminosa. Segundo a denúncia, o trio exigiu 25% de propina para liberar pouco mais de R$ 6 milhões em emendas destinadas à cidade de São José de Ribamar (MA), em 2020.



As investigações revelaram um vasto acervo de provas colhidas por meio de documentos apreendidos e mensagens trocadas por aplicativos. Entre os materiais estão anotações manuscritas, planilhas de partilha e extratos bancários que, segundo o Ministério Público, apontam para um esquema estruturado de desvio de recursos públicos.

De acordo com a acusação, familiares de Maranhãozinho e prefeitos aliados eram utilizados para ocultar movimentações financeiras ilícitas. O deputado, apontado como líder do grupo, teria recebido de volta parte dos valores das emendas por meio de "rachadinhas", ameaçado autoridades que resistiam à extorsão e lavado o dinheiro com uso de empresas de fachada e contas de terceiros.

O relator do caso no STF, ministro Cristiano Zanin, deu início à fase de instrução processual — etapa que antecede o julgamento final. Nela, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além de marcada a data para o interrogatório dos réus.

Zanin chegou a tentar agendar as oitivas para o mês de junho, mas o tribunal não dispunha de espaço devido à agenda tomada por audiências do caso da suposta tentativa de golpe de Estado, que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como réu, além de outros julgamentos rotineiros.

Entre as testemunhas que começarão a ser ouvidas a partir de 14 de agosto está o ex-prefeito de São José de Ribamar, José Eudes, responsável por apresentar a notícia-crime que deu origem às investigações. À época, Eudes denunciou episódios de intimidação e extorsão sofridos ao se recusar a pagar propina exigida pelos parlamentares em troca do envio das verbas.

O julgamento tem sido acompanhado de perto por lideranças políticas em Brasília. O resultado poderá definir o tom e a severidade com que o Supremo tratará dezenas de outras investigações em curso envolvendo o uso indevido de emendas parlamentares por deputados e senadores.

domingo, 6 de julho de 2025

TURISTA BELARUSSO É PRESO APÓS ARREMESSAR BEBÊ DE CABEÇA NO CHÃO EM AEROPORTO DE MOSCOU (VEJA VÍDEO)

Fonte: Conexão política 

Moscou, 6 de julho de 2025 — Imagens de câmeras de segurança flagraram um ataque brutal ocorrido no saguão de desembarque do Aeroporto Internacional de Sheremetyevo, em Moscou. O turista Vladimir Vitkov, de 31 anos, natural da Belarus, foi preso em flagrante após arremessar um bebê de 18 meses de cabeça contra o piso do terminal.

A criança, que havia acabado de chegar à Rússia com a mãe após fugir dos bombardeios no Irã, está internada em coma em um hospital da capital russa. De acordo com informações médicas, o bebê sofreu fraturas graves no crânio e lesões na coluna vertebral. Fontes ligadas ao hospital confirmam que o estado clínico do menino é considerado gravíssimo.

Segundo apuração do Conexão Política, as imagens do circuito interno mostram Vitkov observando o bebê ao lado de uma mala, certificando-se de que não estava sendo vigiado, e, em seguida, lançando-o com violência ao chão. Logo após o ataque, um passageiro corre até o local para prestar socorro à criança.

No momento da agressão, a mãe do bebê, que está grávida, aguardava a devolução do carrinho de bebê na esteira de bagagens. Ainda não se sabe se ela presenciou o crime.

As autoridades russas classificaram o agressor como um "monstro" e investigam se o ataque teve motivação racista ou outra motivação deliberada. O Comitê de Investigação da Rússia confirmou que Vitkov foi detido imediatamente no local e deve responder por tentativa de homicídio.

A repercussão do caso gerou comoção e indignação nas redes sociais e na imprensa internacional. O governo russo afirmou que dará total apoio à família da vítima e prometeu rigor na apuração dos fatos.

Segue o link abaixo para acessar o vídeo que mostra o momento em que o homem arremessa a criança contra o piso do aeroporto.


sexta-feira, 4 de julho de 2025

EX-DIRETORA DE PRESÍDIO MANTINHA RELAÇÃO AMOROSA COM LÍDER DE FACÇÃO, APONTA INVESTIGAÇÃO


Joneuma Neres Silva, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, e Ednaldo Pereira Souza, o Dadá, chefe do PCE Crédito: Reprodução
As investigações sobre a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, em 12 de dezembro de 2024, apontaram irregularidades na gestão da ex-diretora Joneuma Silva Neres, de 33 anos, que indicam sua participação na fuga. De acordo com depoimentos de presos da unidade, Joneuma mantinha relações amorosas com um dos fugitivos, o líder do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dadá. Além disso, há indícios de que ela concedia regalias aos integrantes do grupo, conforme noticiado pelo CORREIO. 

O conteúdo do processo e dos depoimentos foi acessado pela TV Bahia. As informações indicam que Joneuma autorizou a entrada irregular de itens como freezers, roupas, sanduicheiras e refrigeradores para uso dos integrantes de facções. Segundo o ex-coordenador do presídio Wellington Oliveira, preso em janeiro por suspeita de ser cúmplice da ex-diretora, Joneuma chegou a liberar até mesmo a entrada da esposa de Dadá no Conjunto Penal sem qualquer necessidade de revista ou inspeção. 

"As investigações apontam diversas irregularidades no Conjunto Penal, após a direção assumida pela investigada, tais como contato direto e reuniões particulares com detentos chefes de facções criminosas, concessão de certos benefícios e autorização de entrada no presídio sem a devida revista pessoal para algumas pessoas, dentre elas a esposa do atual líder da facção criminosa conhecida como PCE”, escreveu o juiz do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), na sentença que manteve a prisão da ex-gestora, em janeiro. 


A defesa de Joneuma alega que o comportamento da diretoria buscava apenas manter a paz na penitenciária. "Dentro de uma unidade penal, vive-se de negociação, no sentido de você tentar ao máximo estabelecer a ordem da unidade prisional, evitar problemas, guerras e conflitos entre os presos", afirmou o advogado Artur Nunes. 

Em seu depoimento, Wellington não confirmou que havia uma relação amorosa entre Joneuma e Dadá, mas relatou que os dois frequentemente tinham encontros a sós, com o visor da porta coberto por uma folha de papel, conduta que era vista com estranhamento por funcionários da unidade. Joneuma foi presa em janeiro deste ano, enquanto estava grávida. A criança nasceu prematura e está com a mãe no Conjunto Penal de Itabuna

Em abril, ela ingressou com pedido judicial de auxílio financeiro para arcar com custos da gravidez contra o ex-deputado federal Uldurico Junior, alegando que o político seria o pai da criança. O ex-parlamentar, inclusive, é citado nas investigações como um dos políticos que possuíam livre acesso aos presidiários e não passavam por revistas ou inspeções.

Um dos policiais penais ouvidos no processo contou que Uldurico costumava se comunicar, com certa frequência, com presos e lideres de facção, entre eles Dadá. Procurado pela TV Bahia, o advogado do ex-parlamentar  afirmou que "Uldurico Junior diz não responder a nenhuma acusação e que tem pressa para fazer o teste de DNA".

Ainda segundo as investigações, Joneuma teria recebido R$ 1,5 milhão da facção e planejava fugir para o Rio de Janeiro, onde a facção PCE tem como aliado o grupo Comando Vermelho (CV). A defesa da ex-diretora nega. "Em nenhum momento [ela] recebeu qualquer tipo de valor. Foi requerido a quebra do sigilo bancário, no momento que quiserem, eles têm acesso, porque em nenhum momento qualquer dinheiro vinculado à facção foi recebido por ela", diz o advogado.

Até o momento, 15 detentos que escaparam do presídio ainda estão foragidos. Do total de 16, a polícia conseguiu localizar um deles, em uma casa em Eunápolis, mas o homem acabou morto durante a ação policial.

JUMENTO BRASILEIRO PODE ENTRAR EM EXTINÇÃO ATÉ 2030 COM ABATE PARA EXPORTAÇÃO PARA A CHINA, ALERTA PESQUISADOR

A demanda chinesa pelo colágeno encontrado logo abaixo da pele dos jumentos tem provocado uma redução drástica da população desses animais em diversos países nas últimas duas décadas, inclusive no Brasil.

Aqui, mais de um milhão de animais foram abatidos entre 1996 e 2025, diminuindo o número de jumentos brasileiros de 1,37 milhão para pouco mais de 78 mil, uma redução de 94%, conforme as estimativas de entidades como a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos.

Mantido o ritmo atual de abates, a espécie "não chegaria a 2030" no Brasil, diz Pierre Barnabé Escodro, professor de Medicina Veterinária, Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Ele faz parte da rede de pesquisadores que têm alertado sobre o risco de extinção desses animais no país e que defendem a aprovação de um projeto lei de 2022 que proíbe o abate, atualmente parado no Congresso.

O grupo se reuniu em Maceió (AL) na  quinta- feira (26/6) no evento Jumentos do Brasil, que está na terceira edição e onde participaram  cerca de 150 pessoas, incluindo cientistas de outros países.

"O jumento está em risco de extinção em vários países. No Egito ele praticamente não existe mais, em várias outras partes da África. Por isso o movimento pela conservação hoje é global", afirma Escodro.
Estima-se que demanda da China pela pele do animal leve a 5,9 milhões de abates por ano

O abate de jumentos no Brasil
Três frigoríficos hoje têm licença do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para abater jumentos (ou jegues, como também são chamados), todos na Bahia.

Apesar da permissão, pesquisadores e grupos ligados às iniciativas de conservação argumentam que o processo não tem rastreabilidade, o que significa que não há controle adequado de doenças ou garantia de que os jumentos não são submetidos a maus-tratos.

Também afirmam que a atividade não tem uma cadeia de produção propriamente dita, sendo puramente extrativista e, por isso, "insustentável".

"Produzir jumento para abate não é rentável, é extrativismo mesmo", acrescenta o professor Escodro.

Como o ritmo de abate tem sido maior do que a velocidade com que os animais conseguem se reproduzir, eles acabaram entrando em ameaça de extinção.

Desde 2019, a Justiça chegou a suspender algumas vezes a permissão para a atividade, após ser acionada por movimentos de defesa dos direitos dos animais que alegavam que a prática envolvia maus-tratos e poderia levar ao desaparecimento da espécie.

Em um artigo publicado no último mês de maio na revista científica Animals, Pierre e outros cinco pesquisadores apontam que a análise de 104 animais abandonados destinados ao abate revelaram sinais de inflamação sistêmica, sinalizando a existência de falhas graves no cuidado com os animais.

Em 2022, um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa na Bahia buscava proibir o abate no Estado.

No último mês de abril, o relator do PL, deputado Paulo Câmara (PSDB), emitiu parecer contrário à proposta argumentando que a atividade é regulamentada, que tem importância econômica para o Estado e que não haveria "necessidade de proibir essa prática, mas sim fortalecer a fiscalização e o cumprimento das normas existentes".

O parlamentar também afirmou que a população de jumentos no país estaria "estável e equilibrada" e que os animais não estariam em risco de extinção, o que motivou a publicação de uma nota de repúdio por parte de grupos de conservação.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Paulo Câmara, e por meio de nota o deputado reiterou as razões apresentadas no parecer, que afirmou ter sido "embasado em critérios técnicos, legais e econômicos", e não representar, "de forma alguma, negligência em relação ao bem-estar animal".

No último mês de abril, o relator do PL, deputado Paulo Câmara (PSDB), emitiu parecer contrário à proposta argumentando que a atividade é regulamentada, que tem importância econômica para o Estado e que não haveria "necessidade de proibir essa prática, mas sim fortalecer a fiscalização e o cumprimento das normas existentes".

O parlamentar também afirmou que a população de jumentos no país estaria "estável e equilibrada" e que os animais não estariam em risco de extinção, o que motivou a publicação de uma nota de repúdio por parte de grupos de conservação.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Paulo Câmara, e por meio de nota o deputado reiterou as razões apresentadas no parecer, que afirmou ter sido "embasado em critérios técnicos, legais e econômicos", e não representar, "de forma alguma, negligência em relação ao bem-estar animal".

Jumento em Oaxaca, no México: animal já teve papel de destaque na agricultura familiar em vários países
Peles vendidas a US$ 4 mil

Em 2021, a BBC News Brasil visitou a cidade baiana de Amargosa, onde funciona um dos frigoríficos, e mostrou como o comércio e abate de jumentos vinha afetando parte do Nordeste.

Antes ubíquos na região, onde se tornaram um símbolo da cultura local, eles quase desapareceram.

Pierre Escodro diz que no interior de Alagoas, Estado onde vive, jumentos que antes eram comercializados por valores entre R$ 100 e R$ 150 hoje, diante da escassez, são negociados por R$ 400 e R$ 500.

"E a pele continua custando US$ 3 mil, US$ 4 mil", ele completa, referindo-se à parte visada para produção de ejiao, um produto popular na medicina chinesa, sem eficácia comprovada e que promete tratar um leque amplo de problemas de saúde, de anemia a impotência sexual.

Segundo a organização The Donkey Sanctuary, cerca de 5,9 milhões de jumentos são abatidos anualmente para abastecer o mercado de ejiao, que movimenta cerca de US$ 6,38 bilhões.

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Maasai Mara, no Quênia, e divulgada nesta quarta (25/6) mostra os impactos negativos que o roubo de jumentos para retirada da pele tem sobre comunidades rurais quenianas.

As principais afetadas são as mulheres, que usam esses animais para auxiliá-las em diversos trabalhos braçais, mas os efeitos foram observados em todo o núcleo familiar, com redução inclusive da renda domiciliar.

Ejiao também é explorado pela indústria de beleza na China
Santuários de jegues
Os jumentos já tiveram papel importante na agricultura familiar do Nordeste. Com a mecanização da lavoura e a popularização de veículos automotores, contudo, eles perderam protagonismo e muitos acabaram abandonados em estradas pela região.

Um dos focos de pesquisadores como Escodro é desenvolver estratégias para reintroduzir os jumentos na sociedade. As possibilidades, segundo ele, são várias. Desde atividades de pastoreio e o uso em terapias assistidas, a "jumentoterapia", até a reinserção na agricultura familiar, a exemplo de iniciativas em pequenas propriedades rurais na Europa.

O tema é um dos assuntos que serão discutidos no evento que reúne especialistas nesta semana, ao lado da possível criação de áreas de conservação de jumentos no país.

A ideia seria transformar regiões que hoje concentram esses animais em relativa segurança, de onde é inclusive difícil retirá-los para realização de abate, para a construção de santuários.

A área de Jericoacoara, em um trecho bastante turístico do litoral do Ceará, concentra cerca de 700 jegues. No interior do Estado, em Santa Quitéria, uma fazenda que pertence ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) abriga algo entre 1,2 mil e 1,3 mil animais.

"Isso fortaleceria o combate à extinção no médio prazo", diz Escodro.

Outra frente de atuação é pressionar pela aprovação do projeto de lei 2.387, de 2022, que debate a proibição do abate em todo o território nacional. Grupos que defendem a causa lançaram recentemente o site Fim do Abate como parte da campanha.

No ano passado, a União Africana aprovou uma moratória de 15 anos para o abate dos animais com o objetivo de explorar a pele.

Fonte: BBC News Brasil em São Paulo

quinta-feira, 3 de julho de 2025

HACKERS DESVIAM R$ 1 BILHÃO EM SISTEMA LIGADO AO BANCO CENTRAL DO BRASIL

Um ataque hacker de grandes proporções atingiu, na tarde de segunda-feira (1º), os sistemas da C&M Software, empresa autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil (BC), especializada em fornecer infraestrutura tecnológica para serviços como Pix, TED e DDA. O prejuízo estimado pode ultrapassar R$ 1 bilhão, afetando diretamente instituições financeiras como BMP, Bradesco e Credsystem.

O Banco Central confirmou a ocorrência da invasão cibernética e informou que a C&M comunicou oficialmente a violação em sua infraestrutura. Como medida de segurança imediata, o BC determinou o desligamento do acesso das instituições financeiras às plataformas operadas pela empresa.

De acordo com o portal Brazil Journal, o valor desviado pode chegar à casa do bilhão, configurando-se como o maior ataque hacker já registrado no país. Já o site Cointelegraph apurou que, após o roubo, os criminosos iniciaram a movimentação dos recursos para diversas plataformas de criptomoedas que operam com Pix, como exchanges, gateways, sistemas de swap e mesas OTC. O objetivo é converter os valores em USDT (Tether) e Bitcoin, dificultando o rastreamento e a recuperação dos ativos.

As autoridades competentes já foram acionadas e investigações estão em andamento. O Banco Central, até o momento, não divulgou o valor oficial do prejuízo.

TÉCNICA DE ENFERMAGEM ERRA ACESSO E COLOCA LEITE NA VEIA DE BEBÊ DE QUATRO MESES E CRIANÇA MORRE

Uma tragédia está sendo investigada em Goiana, Pernambuco. O pequeno Miguel Agnelo Barbosa, de apenas 4 meses, morreu após um su...