quarta-feira, 30 de setembro de 2026

GRUPO MATEUS ANUNCIA FECHAMENTO DE 28 LOJAS E CORTE DE 6,7 MIL FUNCIONÁRIOS

Companhia passou de 47,9 mil para 41,2 mil trabalhadores em seis estados e adotou medidas para diminuir despesas e recuperar eficiência.

O Grupo Mateus confirmou o fechamento de 28 operações comerciais e reduziu seu quadro em 6.673 funcionários durante um processo de reestruturação iniciado em 2025 e intensificado nos primeiros meses de 2026. A companhia justificou as medidas como parte de um programa de redução de despesas, aumento de produtividade e reorganização interna.

O número de trabalhadores nas operações diretamente controladas pelo grupo caiu de aproximadamente 47,9 mil, em dezembro de 2025, para 41,2 mil ao final de março de 2026. A redução de 13,9% atingiu unidades localizadas no Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia.

Os dados não incluem as operações do Novo Atacarejo em Pernambuco, Paraíba e Alagoas. O Grupo Mateus não detalhou quantos postos foram eliminados em cada estado, mas afirmou que os cortes foram necessários para realizar ajustes operacionais em toda a rede.

As 28 unidades encerradas incluíram operações do segmento de eletroeletrônicos. Em 20 lojas de varejo alimentar, a companhia retirou os departamentos da Eletro Mateus sem necessariamente fechar o supermercado ou o atacarejo instalado no mesmo endereço. Somente no quarto trimestre de 2025, foram encerradas 13 lojas de eletro.

A reestruturação ocorreu depois de um período de expansão acelerada e da integração com o Novo Atacarejo. A incorporação aumentou a presença do grupo no Nordeste, mas também elevou despesas operacionais e trouxe unidades com diferentes níveis de rentabilidade.

No primeiro trimestre de 2026, a receita líquida do Grupo Mateus chegou a R$ 9,4 bilhões, crescimento de 13% na comparação anual. As despesas operacionais, porém, avançaram 29,3% e alcançaram R$ 1,6 bilhão, pressionando margens e aumentando a necessidade de controle de custos.

O grupo também enfrentou vendas mais fracas nas mesmas lojas, deflação de alimentos, restrição de crédito e maior endividamento das famílias. A combinação reduziu o ritmo de consumo, especialmente no Nordeste, principal mercado da companhia.

Apesar dos fechamentos, o Grupo Mateus continuou inaugurando unidades de varejo alimentar consideradas mais rentáveis. A estratégia anunciada para 2026 prevê um ritmo menor de expansão, maior rigor na escolha dos investimentos e prioridade para redução da dívida e geração de caixa.

O presidente do conselho de administração, Ilson Mateus Rodrigues, afirmou que outras reduções de despesas estão previstas, mas indicou que novos cortes de pessoal não fazem parte do plano apresentado. A companhia pretende concentrar os próximos ajustes em contratos, fornecedores, formatos de loja e eficiência operacional.

SÓCIO DA TV DIFUSORA, WILLER TOMAZ APOSTOU R$ 5 BILHÕES EM BET, PERDEU R$ 163 MILHÕES E PEDE DEVOLUÇÃO

O advogado e sócio da TV Difusoura, Willer Tomaz apostou quase R$ 5 bilhões no ano de 2025 em jogos on-line. Em apenas uma bet, a Blaze, ele movimentou R$ 10 bilhões entre ganhos e perdas. No mês passado, Willer procurou a Justiça para exigir que a casa de apostas devolva o dinheiro, alegando que é viciado em jogos e acusando a empresa de burlar regras de jogo responsável para lucrar com sua suposta compulsão.

Em um ano, Willer perdeu R$ 163 milhões para a casa de apostas, valor equivalente à metade do lucro que a Blaze registrou ter enviado para um paraíso fiscal, a ilha de Man. Boa parte das transações acontecia em desacordo com a regulamentação federal, por um combinado entre ele e a Blaze.

Em relatório da Polícia Federal que embasou operação do último dia 4 de agosto, Willer foi apontado como “verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico” de investigados pela Máfia do INSS.

Três dias antes da operação que o teve como alvo, o advogado ingressou com uma ação contra a Blaze na 44ª Vara Cível de São Paulo, com um inusitado pedido de reparação pelas perdas de R$ 163 milhões com jogos on-line em um ano.

No processo, ao qual a coluna teve acesso, Willer mostra que a relação continuada o levou a uma das escalas mais altas do programa de fidelidade da Blaze: o nível 171.

Willer apostava durante períodos relativamente curtos do dia, mas sempre em valores fora da realidade de um brasileiro médio. No dia 29 de julho, por exemplo, jogou das 2h às 4h. Nesse intervalo, fez 11 depósitos de R$ 100 mil cada e perdeu tudo após centenas de giros de roleta com apostas sempre acima de R$ 50 mil.

A rotina seguiu em 2026. Na manhã de 19 de janeiro, depositou R$ 500 mil na Blaze e, depois de meia hora jogando on-line, sacou R$ 1 milhão fracionado em dez vezes. À tarde, ganhou um bônus de fidelidade de R$ 325 mil (o que é proibido pela legislação), que torrou em cinco minutos. À noite, o lucro da manhã virou água, com perdas de R$ 725 mil.

Naquele dia, Willer voou de volta dos EUA ao Brasil, dando carona ao senador Flávio Bolsonaro (PL) em seu jatinho – a relação próxima entre os dois virou assunto nacional nas últimas semanas, com notícias de que Flávio ficou hospedado em um apartamento de Willer em São Paulo, fez a festa de aniversário da filha em uma casa do advogado em Angra dos Reis (RJ) e que os dois viajaram juntos ao exterior cinco vezes em 2025.

Conversas anexadas aos autos, na tentativa de provar que a casa de apostas foi imprudente, mostram o advogado irritado por precisar fazer reconhecimento facial cada vez que desejava sacar R$ 100 mil.

“Todos os saques estão pedindo reconhecimento facial. Isso dificulta muito, amigo”, reclamou em janeiro de 2025. Informado de que se tratava de imposição da nova regulação federal, protestou: “Meu Deus. Então aumenta o limite para saque, para R$ 500 mil por saque. Senão irá inviabilizar o tamanho do meu jogo. Esse reconhecimento facial está demorando até um minuto”.

O concierge logo voltou com uma solução proibida pela regulamentação que havia acabado de ser implementada: “Você não vai mais ser amolado com o reconhecimento facial, então você pode fazer quantos pedidos (de saque) quiser”. A medida é proibida pela legislação federal.

Willer usava como argumento para seus pedidos ser fonte constante de receitas para a bet: “Duvido que exista alguém no mundo que tenha te dado mais lucro do que eu. Acho que nem mesmo meu amigo Njr”, escreveu ao concierge, em provável referência a Neymar Jr, garoto propaganda da Blaze.

Queria, afinal, uma linha de crédito como a que tem em Las Vegas. “As autoridades reguladoras estão me questionando, assim como os bancos. Existe alguma solução? Talvez criar uma linha de crédito para fazer uma única transação mensal? Assim como faço com os cassinos em Las Vegas. Tenho uma grande linha de crédito com cassinos como o WYNN e outros”, explicou, citando um cassino de luxo de Vegas.

R$ 10 bilhões em um ano
Quando o ritmo da jogatina diminuiu a partir da primeira semana de março, o concierge dedicado a atendê-lo notou e quis saber por que. Willer explicou que estava incomodado com a demora da Blaze em liberar seus saques e que havia se assustado com o relatório sobre a atividade da conta dele.

“Os números são extremamente altos, tanto em termos de movimentação quanto de perdas. Considerando o nível de atividade da minha conta, eu esperava, na verdade, algum tipo de verificação ou sugestão relacionada ao jogo responsável por parte da plataforma”, reclamou, em meados de março deste ano.

O relatório mostra que Willer ganhou R$ 4,800 bilhões em jogos de cassino em 2025 e perdeu R$ 4,963 bilhões, o que dá um resultado líquido de R$ 163 milhões negativos. Em apostas esportivas, teve lucro de R$ 39 mil.

Do processo ao vício
Quatro dias depois de receber o relatório mostrando que perdia muito mais do que ganhava – os depósitos dele em 2025 somaram R$ 300 milhões e, os saques, R$ 137 milhões -, Willer já tinha um processo pronto contra a Blaze.

Antes de protocolá-lo, procurou a empresa para lembrar do risco de exposição pública da querela e oferecer um acordo pelo qual a Blaze devolveria 70% de tudo que perdeu.

“O caso é baseado na forma como o sistema efetivamente funcionava na prática — especialmente na assimetria entre depósitos e saques, na retenção e reversão reiteradas de solicitações de saque, nos obstáculos operacionais que mantinham os recursos dentro da plataforma, nos incentivos vinculados às perdas e na ausência de medidas eficazes de jogo responsável, apesar do volume extremamente elevado de movimentações”, explicou Willer, recebendo do concierge a orientação de conversar direto com o jurídico.

Quando a ação foi de fato protocolada, em agosto, quatro meses depois, surgiu um fato nunca tratado nos diálogos entre Willer e seu concierge: um suposto vício em apostas. “Não existe leitura possível desse padrão (de apostas) que não seja a de jogo patológico em grau extremo”, argumentou nos autos o ex-ministro Eugênio Aragão, sócio de Willer e seu advogado no processo.

Para atestar a ludopatia, Aragão anexou ao processo um laudo assinado em julho pelo psiquiatra Diego Canelhas. O documento cita que Willer estava “iniciando tratamento” e detalha que o psiquiatra examinou “a documentação trazida pelo paciente referente ao volume de dinheiro em apostas” e que os valores “falam por si só sem precisar de muito raciocínio”.

“Paciente ainda referindo que, percebendo e vendo excessividade extrema, tentara lutar contra, tentando bloquear ou dar um fim em definitivo da plataforma, porém, nunca obtendo êxito, pois a plataforma dificulta e muito esse direito do jogador de ir e vir, provocando o jogador, ainda mais no caso de vício extremo do paciente referido de se libertar da plataforma, nunca conseguindo a verdadeira exclusão”, continuou o psiquiatra.

Os autos não trazem registro de que Willer tenha se cadastrado no sistema federal de autoexclusão – desde o fim do ano passado, cidadãos que se cadastraram ali não conseguem abrir contas, depositar, apostar ou receber publicidade segmentada das operadoras legais.

Aragão sustenta que Willer pediu que a Blaze bloqueasse sua conta e não foi atendido pela plataforma. Para tanto, juntou dois prints de breves diálogos entre um perfil não identificado e o chat de atendimento da Blaze. Não há registro de data das mensagens.

“Quero que vcs bloqueie o meu acesso a jogos. E parem de me enviar promoções estimulando apostas. Estou com problemas de saúde. Estou viciado. Já perdi o que tinha e o que não tinha”, diz uma dessas mensagens, atribuída por Aragão a Willer.

Em outra conversa, também sem data, o usuário atribuído a Willer diz ao atendente do chat da Blaze: “Não é email. É mensagem no telefone. Com bônus e código de bônus, incentivando a jogar. E ainda está sendo possível jogar. Bloqueie em definitivo pfvr. Como vocês sabem, eu já tenho diagnóstico de ludopatia”.

De acordo com Aragão, Willer seguiu sendo alvo de publicidade dirigida da Blaze mesmo depois do pedido de exclusão. Para demonstrar isso ao juiz, juntou um print do grupo de Telegram com 474 mil inscritos no qual a Blaze divulga promoções para pessoas cadastradas e os prints de dois SMSs oferecendo um crédito recompensa de R$ 1 mil e um giro diário com prêmios de até R$ 15 mil.

Willer trabalha diretamente com apostas esportivas. Como vem mostrando a coluna, ele é beneficiário final da RioPag, empresa que recebeu da gestão Cláudio Castro (PL) a exclusividade na intermediação de pagamentos entre apostadores e casas de aposta para as bets licenciadas pelo estado do Rio – ele é o único acionista conhecido do fundo que investe na empresa-mãe da RioPag.

Ele também atua diretamente como advogado da RioPag e seu escritório de advocacia, até pelo menos o mês passado, patrocinava uma associação de casas de apostas, a Aposta Legal, presidida por um funcionário do escritório – o mesmo funcionário que administra a cota de Willer no jatinho que também pertenceu a Daniel Vorcaro.

Do site Metrópoles

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CÂNCER DE PÊNIS LEVA A CERCA DE DUAS AMPUTAÇÕES POR DIA NO SUS; HIGIENE E PREVENÇÃO SÃO FUNDAMENTAIS

Cerca de dois homens por dia passaram por amputação do pênis no Sistema Único de Saúde (SUS), no último ano, em decorrência de casos graves de câncer no órgão genital. O cenário chama atenção para uma doença considerada agressiva e mutiladora, que pode ser evitada ou ter seus riscos reduzidos com medidas de prevenção e cuidados adequados de saúde.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e repercutidas pelo R7, a procura por atendimento relacionado ao câncer de pênis na atenção primária à saúde também apresentou crescimento significativo ao longo de uma década.

Em nota à reportagem, o Ministério da Saúde alertou que o câncer de pênis pode provocar sofrimento físico e, quando diagnosticado em estágios avançados, pode levar à morte.

A doença apresenta maior incidência entre homens com mais de 50 anos, com maior número de registros entre aqueles com 60 anos ou mais. Entre os sinais que podem indicar a presença do câncer estão sangramento, coceira (prurido), feridas e mau cheiro na região genital.

HIGIENE E HPV ESTÃO ENTRE OS FATORES DE RISCO

De acordo com o Ministério da Saúde, a falta de higiene adequada, o tabagismo e o histórico de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), especialmente pelo HPV (Papilomavírus Humano), estão entre os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença.

A higiene íntima adequada é uma das medidas importantes de prevenção. Além disso, o acompanhamento regular de saúde pode contribuir para identificar alterações ainda nos estágios iniciais, aumentando as possibilidades de tratamento e evitando procedimentos mais agressivos.

ATENDIMENTO COMEÇA NA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE

O Ministério da Saúde reforça que homens podem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para acompanhamento, avaliação de sintomas e orientação preventiva.

Quando houver necessidade, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado para investigação e tratamento.

O alerta é especialmente importante porque o diagnóstico tardio aumenta o risco de complicações e de necessidade de procedimentos mutiladores.

Fonte: R7 / Ministério da Saúde

domingo, 27 de setembro de 2026

DATAFOLHA: MAIORIA DOS BRASILEIROS NÃO SABE O NOME DE NENHUM PARLAMENTAR

Instituto também mostra que a maior parte dos cidadãos do Brasil diz não lembrar em quais parlamentares votou nas últimas eleições federais em 2022

Pesquisa Datafolha  mostra que 68% dos brasileiros não conseguem mencionar o nome de um parlamentar da Câmara dos Deputados, e 75%, nenhum do Senado.

Além disso, o levantamento aponta que a maior parte dos cidadãos do Brasil diz não lembrar em quais parlamentares votou nas últimas eleições federais, em 2022 — 67% no caso de deputado federal e 66% no das escolhas de senador e deputado estadual.
O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 cidades nos dias 17 e 18 de junho. A pesquisa está registrada no TSE (Superior Tribunal Eleitoral) com o número BR-09956/2026. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Em relação ao questionário sobre os votos de 2022, o Datafolha ouviu 1.898 eleitores com 20 anos ou mais para considerar aqueles que já tinham idade mínima para votar nas eleições passadas.

Segundo o instituto, os entrevistados foram questionados se recordavam o nome de algum político que atualmente faça parte do Congresso Nacional. Caso a resposta fosse sim, os participantes deveriam citar os nomes que sabia e lembrava.

Ao todo, 36% disseram não se lembrar de nenhum nome de deputado federal, e outros 32% afirmaram não saber. Só oito dos 513 deputados federais foram mencionados.

O mais lembrado foi Nikolas Ferreira (PL-MG), com 6% das respostas, seguido de Érika Hilton (PSOL-SP), com 4%. Os deputados Gustavo Gayer (PL-GO), Kim Kataguiri (Missão-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP) ficaram com 1%

Os entrevistados citaram Cleitinho (Republicanos-MG), embora ele seja senador. O nome do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também foi apontado, mas seu mandato foi cassado em dezembro passado.

O Datafolha realizou a mesma pergunta sobre os senadores: 40% responderam que não se recordavam de nenhum, e 35% disseram não saber. Dos 81 senadores, 15 foram lembrados.

Em primeiro lugar, aparece o nome de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República pelo PL, com 3%. Em seguida, empatam Romário (PL-RJ) e Sergio Moro (PL-PR) com 2%.

No patamar de 1%, estão Damares Alves (Republicanos-DF), Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Eduardo Braga (MDB-AM), Eduardo Girão (Novo-CE), Esperidião Amin (PP-SC), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Jader Barbalho (MDB-PA), Marcos Pontes (PL-SP), Otto Alencar (PSD-BA), Renan Calheiros (MDB-AL) e Rogério Marinho (PL-RN). Como Cleitinho, o deputado Nikolas foi mencionado erroneamente, como se fosse senador

Além disso, o levantamento do instituto diz que apenas 7% dos entrevistados não lembram em quem votou para presidente em 2022. Outros 85% disseram que se recordam e 8% declararam não ter votado em ninguém.

As eleições de 2022, em relação ao voto para presidente da República, contaram com uma divisão entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará se reeleger neste ano, e Jair Messias Bolsonaro (PL), pai do senador Flávio Bolsonaro.

Na pesquisa Datafolha, 87% dos que pretendem votar em Lula neste ano afirmaram se lembrar de quem votaram em 2022. O índice é de 93% entre os que declararam voto no senador Flávio Bolsonaro (PL).

sábado, 26 de setembro de 2026

MÃE E FILHA MORREM DE CÂNCER NO MESMO DIA E SÃO SEPULTADAS JUNTAS

Uma história de amor e dor que está comovendo Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. Mãe e filha morreram vítimas de câncer com apenas 10 horas de diferença. Elas foram sepultadas juntas
na sexta-feira (25), no Cemitério Municipal Santo Antônio.

Maria Elisabete, de 56 anos, e a filha Cibele Marchis, de 28 anos, lutavam contra tipos diferentes da doença. Conhecidas na cidade, Maria era podóloga e trabalhava em um salão da família. Cibele era empreendedora, dona de uma empresa de marketing digital com 11,7 mil seguidores, cheia de planos e de vida pela frente.

A batalha começou com Cibele. Em dezembro de 2023 ela notou os primeiros sintomas e em agosto de 2024 foi operada de um câncer raro na glândula suprarrenal. Mesmo entre cirurgias e sessões de quimioterapia, manteve o bom humor. A família chegou a ser chamada ao hospital em um momento crítico, mas ela se recuperou, teve alta e até viajou para a praia, mantendo a rotina ativa.

Pouco depois, veio o diagnóstico de Maria. Ela achou que fosse pedra na vesícula e descobriu um câncer agressivo no pâncreas. Diferente da filha, sentia dores muito fortes e precisava de morfina. Estava internada desde o dia 17 e piorou nesta semana.

Cibele na tarde de quinta-feira (24), enquanto a mãe ainda estava internada em outra unidade da cidade. A família segurou a notícia para poupar Maria. Mas o estado dela também se agravou.

Dez horas depois a família recebeu a ligação com a notícia da morte de Maria Elisabete. Um tio que já estava no velório de Cibele teve que ser avisado da segunda perda na mesma madrugada.

Para amigos e familiares, ficou a sensação dolorosa e ao mesmo tempo de conforto de que "nenhuma queria ver a outra morrer". As duas partiram quase juntas, sem se despedir.

DESENVOLVEDOR DOS JOGOS MINECRAFT, BATMAN E THE WALKING DEAD É ENCONTRADO MORTO AMARRADO

Tamir Nadav, de 46 anos, foi encontrado morto e amarrado com fita adesiva dentro de um cômodo trancado por cadeado na casa onde morava, em Maringá (PR), na sexta-feira (18). Segundo a Polícia Civil do Paraná, moradores do bairro sentiram um forte cheiro vindo do imóvel e acionaram as autoridades.

De acordo com a polícia, o americano só foi identificado na terça-feira (22), por meio de exame pericial das arcadas dentárias. Exames periciais estão em andamento para esclarecer a causa da morte.

Tamir mantinha o perfil Gringo Makes Games nas redes sociais, no qual falava sobre desenvolvimento de jogos eletrônicos, e também fazia transmissões ao vivo na Twitch.

Ele atuava como Head of Creative, função responsável pela liderança da área criativa de uma empresa ou projeto, na Kokku, uma das maiores empresas brasileiras de codesenvolvimento de jogos eletrônicos. Na companhia, liderou equipes multidisciplinares de 2D, 3D, Tech Art, Animação, Game Design e UI/UX.

Com mais de 20 anos de carreira, Tamir tinha experiência em gerenciamento de projetos, design de jogos e programação. Ele aparece creditado como diretor de gestão de produtos em jogos das franquias Batman, Minecraft, The Walking Dead e Marvel: Guardiões da Galáxia.

Suspeitos estão foragidos

Nesta quinta-feira, 24, a polícia divulgou fotos de Kaua Kazahaya de Arruda, de 20 anos, e Angelina de Oliveira da Silva, de 18, investigados por possível envolvimento na morte. O Estadão não localizou a defesa dos suspeitos. Espaço segue aberto.

Segundo a polícia, as investigações apontaram o possível envolvimento do casal, que teria morado temporariamente com a vítima. Conforme a investigação, foram identificadas movimentações financeiras feitas com recursos da vítima.

ACIDENTE COM ÔNIBUS DEIXA SETE MORTOS E PELO MENOS 13 FERIDOS NA REGIÃO DA CHAPADA DIAMANTINA

Um acidente envolvendo um ônibus deixou sete pessoas mortas e pelo menos 13 feridas no final da noite de sexta-feira (25), na BR-242, entre os municípios de Seabra e Iraquara, na Chapada Diamantina, na Bahia. O ônibus da empresa Real Maia saiu de Fortaleza, no Ceará, e tinha como destino Palmas, no estado de Tocantins. Além do motorista que assumia o volante no momento da tragédia, havia um segundo condutor do veículo. Os dois sobreviveram.

Conforme informações preliminares levantadas no local, o motorista teria perdido o controle da direção, ocasionando o tombamento do veículo. As circunstâncias e causas do sinistro ainda serão apuradas. Entre as vítimas fatais está o soldado da Polícia Militar Lucas José Jesus Santana. 

De acordo com a Polícia Civil, a 1ª Delegacia Territorial (DT/Seabra) registrou o acidente, na madrugada deste sábado (26),  Segundo informações do boletim de ocorrência, um veículo de transporte interestadual trafegava por um trecho da BA-122, na zona rural de Iraquara, quando perdeu o controle, saiu da pista e tombou. Os feridos foram socorridos para unidades de saúde.

A polícia informou ainda que foram expedidas as guias para remoção dos corpos e realização das perícias. "O Departamento de Polícia Técnica (DPT) atua na identificação das vítimas. A Polícia Civil apura as circunstâncias do acidente. Os laudos periciais deverão contribuir para o esclarecimento das causas da ocorrência", diz a nota.

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) emitiu nota se solidarizando com familiares, amigos e colegas das vítimas. Segundo a SSP-BA, o Corpo de Bombeiros Militar trabalhou no resgate dos passageiros e do motorista do ônibus da empresa Real Maia. Ainda não há informações sobre o que motivou o acidente. A secretaria informou ainda que todas as medidas para investigar as causas do acidente estão sendo adotadas pela Polícia Civil e pelo Departamento de Polícia Técnica.

O CORREIO buscou a Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas ainda não obteve retorno. O Corpo de Bombeiros também foi procurado para dar informações sobre o resgate, para onde as vítimas foram socorridas, mas também não se pronunciou ainda. A reportagem também tentou contato pelos canais de comunicação da empresa de ônibus envolvida na tragédia, a Real Maia, mas também não obteve retorno.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

FACA LEVA DOCUMENTÁRIOS SOBRE A HISTÓRIA, A CULTURA E A MEMÓRIA DE CAXIAS AO PÚBLICO NESTA SEXTA-FEIRA

Festival do Audiovisual de Caxias terá cinco documentários com entrada gratuita e programação voltada para todas as idades

Caxias recebe nesta sexta-feira (25) o FACA – Festival do Audiovisual de Caxias, uma programação dedicada à valorização da cultura, da arte, da história e da memória do município.

Realizado pela Academia Caxiense de Letras, o festival reúne cinco documentários produzidos por realizadores que apresentam diferentes aspectos da identidade cultural de Caxias e da região.

A programação começa às 8h, com a exibição de “Vamos Dançar O Lili”, documentário sobre a tradicional Dança do Lili e seu fundador, Pelé. A produção tem direção de Cayo Cruz.

Às 10h, será exibido “Palhaçaria nos Cocais”, que aborda a trajetória do Palhaço Pipoca e sua arte mambembe e afetiva. A direção é de Alinie Moura.

No período da tarde, às 14h, o público poderá assistir a “Imaginalizando a Cidade”, documentário que apresenta a arte de rua em Caxias, com direção de Hans Lima.

Às 16h, será a vez de “Caxias Ontem e Hoje”, produção dedicada às igrejas históricas do município. O documentário tem direção de Juan Diego.

Encerrando a programação, às 18h, será exibido “Jorge Bastiani: Mosaico Poético e Sentimental”, que resgata aspectos da vida, da produção artística e da memória do poeta Jorge Bastiani. A direção é de Isaac Souza.

CULTURA E MEMÓRIA

Além de apresentar produções audiovisuais, o festival coloca em evidência personagens, manifestações culturais, espaços históricos e expressões artísticas que ajudam a contar a história de Caxias.

O evento tem fomento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal, por meio de edital da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico da Prefeitura de Caxias.

A entrada é gratuita e a programação é destinada a todas as idades.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

08h – Vamos Dançar O Lili
Direção: Cayo Cruz

10h – Palhaçaria nos Cocais
Direção: Alinie Moura

14h – Imaginalizando a Cidade
Direção: Hans Lima

16h – Caxias Ontem e Hoje
Direção: Juan Diego

18h – Jorge Bastiani: Mosaico Poético e Sentimental
Direção: Isaac Souza

FACA – Festival do Audiovisual de Caxias
25 de setembro | Entrada franca | Classificação livre

Realização: Academia Caxiense de Letras

DATAFOLHA: 41% DOS BRASILEIROS DIZEM NOTAR CRIME ORGANIZADO EM SEUS BAIRROS

Uma pesquisa feita pelo Datafolha e encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgada  (11), de maio de 2026 mostrou que 41% dos brasileiros, com 16 anos ou mais, afirmam perceber a atuação do crime organizado nos bairros onde vivem. Considerando as estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual representa cerca de 68,7 milhões de pessoas.

O levantamento “Os Gatilhos da Insegurança” ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios do país entre os dias 9 e 10 de março deste ano. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Para 51% dos entrevistados, o problema não existe na vizinhança. Além disso, 7% não souberam responder se há ou não atuação do crime organizado na região onde vivem.

Entre os que afirmam notar a presença desses grupos, 43% classificam a atuação como “pouco visível”, 25% como “muito visível” e 21% como “visível”.

Segundo o Datafolha, a presença do crime organizado, além de mudar a dinâmica dos bairros, também repercute no comportamento dos moradores.

Do total de entrevistados que disseram reconhecer grupos criminosos em seus bairros, 35% afirmaram que a presença dessas organizações influencia muito as decisões e regras de convivência da região. Outros 26,5% avaliam o impacto como moderado, enquanto 19% consideram baixo.

Entre os que percebem a atuação criminosa no próprio bairro, 81% disseram ter medo de ficar no meio de um confronto armado, 75% afirmaram evitar determinados locais e 71% responderam temer que um familiar se envolva com o tráfico de drogas.

Além disso, 64% disseram ter medo de sofrer represálias por denunciar algum crime.

Outros 9% afirmaram se sentir obrigados a comprar determinados produtos ou marcas por imposição do crime organizado.

Ainda segundo a pesquisa, 12,5% disseram se sentir obrigados a contratar serviços indicados por criminosos, como internet, energia elétrica e abastecimento de água.

O PCC e o Comando Vermelho (CV) estão presentes nas 27 unidades da Federação e são hegemônicos em 13 delas. No caso do PCC, a predominância ocorre em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Roraima, São Paulo e Piauí. Já o Comando Vermelho domina Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Tocantins e Rio de Janeiro, estado onde a facção surgiu.

EMISSORA CANCELA DEBATE PRESIDENCIAL APÓS LULA E FLÁVIO BOLSONARO RECUSAREM CONVITE

A Record cancelou o debate presidencial previsto para domingo (27), às 21h, após Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) informarem que não participariam. Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), os outros quatro convidados, haviam confirmado presença.

A emissora afirmou que, sem os candidatos que concentram a maior parte das intenções de voto, o encontro não cumpriria seu objetivo. “Sem a participação dos candidatos que concentram a maior parte das intenções de voto, o programa não cumpriria esse objetivo e não ofereceria ao eleitor o confronto de ideias que ele espera”, disse a Record em nota divulgada pela Folha de S. Paulo. A programação habitual será mantida.

Outro debate de TV aberta, organizado por um consórcio que inclui SBT e CNN Brasil, já havia sido cancelado neste mês após a ausência de Lula e Flávio Bolsonaro ser confirmada.

O debate da Record para um eventual segundo turno segue previsto para 11 de outubro. A Globo mantém o encontro de primeiro turno marcado para 1º de outubro, mas a participação dos dois candidatos ainda é incerta.

DANONE FECHA FÁBRICA DE 54 ANOS, DEMITE TODOS OS FUNCIONÁRIOS E ENCERRA PRODUÇÃO DO ACTIVA

Uma das maiores empresas de alimentos do mundo decidiu encerrar uma fábrica histórica após mais de cinco décadas de funcionamento. A medida afetará cerca de 230 trabalhadores e também encerrará, naquela unidade, a fabricação de produtos de marcas conhecidas internacionalmente.

A decisão partiu da Danone, que pretende desligar definitivamente as linhas da fábrica de Ochsenfurt, na Alemanha, até 30 de novembro de 2026. Entre os produtos feitos no local estão iogurtes da linha Activia e sobremesas Dany Sahne.

A unidade funciona desde 1972. Portanto, quando as atividades terminarem, a fábrica terá completado aproximadamente 54 anos de operação.

Apesar do impacto sobre os trabalhadores, a decisão não representa o fim do Activia. A Danone continuará comercializando a marca e deverá redistribuir parte da produção para outras unidades.

A fábrica de Ochsenfurt faz parte da estrutura industrial da Danone há décadas e se tornou uma importante empregadora da região.

Durante sua trajetória, a unidade se especializou na produção de iogurtes e sobremesas lácteas. Entretanto, a operação perdeu espaço dentro da estratégia industrial adotada pela multinacional nos últimos anos.

Segundo informações apresentadas pela companhia, a fábrica passou a utilizar apenas uma parte de sua capacidade.

O volume de utilização atual corresponde a aproximadamente metade do registrado em 2019. Paralelamente, os custos de produção aumentaram.

Por isso, a Danone concluiu que manter a unidade funcionando deixou de ser competitivo no longo prazo.

Fechamento da Danone afeta funcionários
A decisão terá impacto direto sobre aproximadamente 230 trabalhadores ligados à fábrica.

Com o encerramento das atividades, os atuais postos de trabalho da unidade deixarão de existir. No entanto, a Danone informou que discutirá alternativas para reduzir os efeitos da medida.

Entre as opções estão possíveis transferências internas, programas de qualificação e acordos para os trabalhadores atingidos.

Ainda assim, o fechamento representa uma perda importante de empregos para a região.

Além dos funcionários da própria Danone, fornecedores, transportadoras e empresas que prestam serviços à fábrica também poderão sentir os reflexos da decisão.

Danone encerra produção do Activia na fábrica
O Activia está entre os produtos fabricados atualmente na unidade que será fechada, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

A linha se tornou uma das marcas de iogurte mais conhecidas da Danone em diferentes países.

Além dela, a fábrica também produz sobremesas da marca Dany Sahne.

Com o fechamento, a produção desses itens será encerrada em Ochsenfurt. Entretanto, isso não significa que as marcas sairão das prateleiras.

A Danone poderá transferir os volumes para outras fábricas de sua estrutura industrial.

Activia vai acabar?
O fechamento envolve apenas uma das unidades que participam da produção de itens da marca.

Portanto, o Activia continuará sendo vendido.

A Danone possui fábricas, centros de produção e sistemas de distribuição em diferentes mercados. Dessa forma, a companhia não depende exclusivamente da unidade que será encerrada.

No Brasil, o Activia também segue normalmente no portfólio da empresa.

Por que a Danone decidiu fechar a fábrica?
Um dos principais fatores está na redução da produção.

Nos últimos anos, a fábrica passou a operar muito abaixo de sua capacidade total. Como consequência, uma parte significativa da estrutura ficou ociosa.

Ao mesmo tempo, despesas com mão de obra, equipamentos, energia, transporte, manutenção e matérias-primas continuaram pressionando a operação.

Com menos produtos saindo das linhas, esses custos passaram a representar um peso maior para cada item fabricado.

Além disso, a Danone identificou diferenças de competitividade entre Ochsenfurt e outras unidades de sua rede europeia.

Mudanças na demanda também pesou na decisão
A mudança no comportamento dos consumidores também influencia a reorganização da Danone.

A empresa acompanha um crescimento maior em categorias como alimentos ricos em proteína, produtos funcionais e nutrição especializada.

Enquanto isso, determinadas linhas tradicionais apresentam crescimento mais lento.

Por esse motivo, a companhia vem direcionando investimentos para negócios considerados estratégicos e com maior potencial de expansão.

Dentro desse processo, algumas fábricas recebem recursos para modernização. Outras, porém, acabam perdendo espaço.

Danone mantém outra grande fábrica no país
Apesar do encerramento de Ochsenfurt, a Danone continuará mantendo uma presença industrial importante na Alemanha.

Uma das principais operações fica em Fulda, onde trabalham aproximadamente 600 pessoas.

A fábrica concentra principalmente produtos ligados à nutrição especializada.

Entre eles estão fórmulas infantis e produtos destinados à nutrição médica.

Essas categorias ganharam maior importância dentro dos planos de crescimento da multinacional.

Fechamento não significa falência da Danone
O encerramento da unidade também não significa uma saída da Danone do mercado ou uma situação de falência.

A companhia continua entre os maiores grupos internacionais do setor de alimentos e bebidas.

A multinacional mantém operações em diferentes países e atua em segmentos como lácteos, alimentos vegetais, águas e nutrição especializada.

Seu portfólio inclui marcas conhecidas dos consumidores brasileiros, como Activia, Danoninho, Danette e YoPRO.

Assim, o fechamento representa uma reorganização específica da estrutura industrial da empresa.

Danone passa por mudanças nas fábricas

A companhia vem analisando sua rede de produção para decidir onde ampliar investimentos e onde reduzir operações.

Entre os fatores avaliados aparecem demanda, capacidade das fábricas, custos, eficiência e perspectivas de crescimento de cada categoria.

Essa estratégia permite concentrar recursos em instalações consideradas mais competitivas.

A fábrica histórica de Ochsenfurt acabou entrando no grupo de operações que a Danone decidiu descontinuar.

Situação das fábricas da Danone no Brasil é diferente
Até o momento, a decisão anunciada para a Alemanha não representa um fechamento equivalente das principais operações brasileiras.

A Danone mantém atividades industriais no Brasil, incluindo sua tradicional estrutura em Poços de Caldas, Minas Gerais.

A companhia também continua atuando no mercado nacional com produtos lácteos e itens de nutrição especializada.

Por isso, marcas como Activia, Danoninho, Danette e YoPRO seguem disponíveis normalmente para os consumidores brasileiros.

Danone encerra ciclo de mais de cinco décadas
O encerramento previsto para 30 de novembro de 2026 colocará fim a uma história iniciada em 1972.

Ao todo, cerca de 230 postos de trabalho serão diretamente afetados. Além disso, a produção local de marcas como Activia e Dany Sahne chegará ao fim.

A Danone, porém, pretende manter esses produtos no mercado por meio de outras fábricas.

Dessa forma, a multinacional encerra uma operação industrial de aproximadamente 54 anos enquanto reorganiza sua produção e direciona investimentos para áreas consideradas mais estratégicas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

MÃE DE JOÃO MUNHOZ NETO É EXONERADA DA ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA EM MEIO À INVESTIGAÇÃO SOBRE MORTE DE ESTUDANTE

Sara Regina Alexandre Munhoz estava afastada por licença médica desde agosto; filho permanece preso preventivamente no caso que apura a morte da estudante Isabelle Caracristi

A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP) publicou no Diário Oficial do Estado a exoneração de Sara Regina Alexandre Munhoz, mãe de João Munhoz Neto, que permanece preso preventivamente no âmbito das investigações sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos.

Sara ocupava um cargo comissionado na Coordenadoria de Execução da Saúde Prisional (Cosap), onde exercia a função de Coordenadora de Direção e Assessoramento.

A exoneração foi formalizada pelo secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque. Conforme a publicação oficial, Sara estava afastada das atividades desde 10 de agosto, em razão de licença médica.

A saída do cargo ocorre enquanto o nome de João Munhoz Neto está no centro das investigações relacionadas à morte de Isabelle Caracristi, encontrada morta em circunstâncias que são apuradas pelas autoridades.

João permanece preso preventivamente por decisão judicial. A prisão preventiva é uma medida cautelar e não significa condenação. A responsabilidade criminal deverá ser definida pela Justiça ao longo do processo.

EXONERAÇÃO

O ato publicado no Diário Oficial trata especificamente da exoneração de Sara Regina Alexandre Munhoz do cargo que exercia na SAP.

Até o momento, não há, no texto do ato administrativo, indicação de que a exoneração tenha sido determinada em razão da investigação envolvendo o filho.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes

CONTRATO DE VORCARO PRÉVIA ATÉ R$ 427 MILHÕES A ESCRITÓRIO DA ESPOSA DE DESEMBARGADOR MARANHENSE

Um contrato ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro previa o pagamento de até R$ 427 milhões ao escritório de Camilla Ramos, ex-TRE do Maranhão, mulher do desembargador maranhense Newton Ramos, do TRF-1. Mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram ainda que assessores de Vorcaro se referiam ao casal como integrantes da chamada “Turma KN”, em referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF. As informações são de O Globo e Metrópoles.

O documento previa honorários de 5% sobre valores obtidos em processos envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro. As causas somavam cerca de R$ 8,5 bilhões e, em caso de êxito integral, o escritório poderia receber R$ 427 milhões.

As conversas também mostram Newton Ramos mantendo contato com Vorcaro sobre processos de interesse do banqueiro. Em uma delas, Vorcaro lembra o desembargador de um julgamento, enquanto Camilla Ramos aparece em outra troca comemorando um voto de Nunes Marques favorável à tese discutida em uma das ações.

Além dos processos, mensagens reveladas nas reportagens registram pedidos de hospedagens, camarotes, viagens e outros benefícios tratados com a estrutura de Vorcaro. Em uma das conversas, um pedido atribuído a Newton buscava hospedagem no Fasano para Nunes Marques, e o banqueiro autorizou que a despesa fosse colocada em sua conta.

Procurado, Newton Ramos afirmou que a mulher atuava em causas cíveis para o Banco Master, disse que mantinha relação pessoal com Vorcaro antes das investigações e negou ter julgado causas de interesse do banco. Nunes Marques também nega irregularidades e afirma não ter autorizado terceiros a fazer pedidos em seu nome.

A TRAJETÓRIA DE VIDA E PENSAMENTO POLÍTICO DE DR. CHICO SOUSA

Francisco Pereira de Sousa, Dr. Chico Sousa, nasceu às nove horas da manhã do dia 9 de setembro de 1966, no interior do município de Timon, Maranhão, no povoado Nova Alegria, região do Morro das Onças.

É filho de Maria José de Sousa, Dona Maria, quebradeira de coco, e de Leônidas Pereira de Sousa, Seu Leônidas, trabalhador rural. Desde os primeiros anos de vida, conheceu a realidade do trabalho e as dificuldades enfrentadas pelas famílias do meio rural maranhense.

Aos seis anos de idade, já participava do trabalho na roça. Encoivarava, capinava, plantava e ajudava na colheita. As roças cultivadas por seu pai ficavam inicialmente no povoado São Benedito, zona rural de Timon, próximo ao Riacho do Roncador.

Mais tarde, aos sete anos, mudou-se com a família para Parnarama, Maranhão. O trabalho rural passou então a ser realizado nos povoados Guerreiro e Sítio Escuro, na zona rural daquele município. Esses lugares fizeram parte de sua infância e de suas primeiras experiências de trabalho.

Ainda criança, participou de outras atividades destinadas a contribuir para a sobrevivência da família. Fez e vendeu carvão; vendeu alumínio, ferro-velho, cobre, osso, dindin, bolos, pães e pastéis.

Também acompanhava a mãe em festas, onde ela montava bancas para a venda de frituras e outros alimentos.

Foi uma infância na qual o trabalho, as dificuldades econômicas e a luta cotidiana pela sobrevivência estiveram presentes muito antes de qualquer compreensão teórica sobre desigualdade social.

A fome também fez parte dessa realidade, experimentada em diferentes momentos de sua infância. Aquilo que posteriormente seria objeto de reflexão histórica, jurídica, social e política foi, antes de tudo, uma experiência concreta de vida.

Aos sete anos de idade, mudou-se para a cidade de Parnarama, Maranhão. Somente aos 12 anos iniciou sua trajetória escolar, na Escola Rural de Parnarama.

O ingresso tardio na educação formal, entretanto, não impediu que a escola se transformasse progressivamente em instrumento fundamental de mudança de sua trajetória.

Aquele menino que havia conhecido a roça e o trabalho antes da sala de aula encontraria na educação um caminho para ampliar seus horizontes e construir novas possibilidades.

Francisco Pereira de Sousa é advogado, professor, escritor e estudioso das questões históricas, políticas, jurídicas, institucionais e sociais brasileiras.

É licenciado pleno em História pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e bacharel em Direito pela Faculdade do Vale do Itapecuru (FAI).

Sua formação acadêmica, associada às experiências de trabalho, participação social e política, magistério, Administração Pública e advocacia, contribuiu para a construção de uma compreensão interdisciplinar do Estado, da sociedade e do desenvolvimento nacional.

A CHEGADA A CAXIAS E O TRABALHO COMO ELETRICISTA

Ao chegar a Caxias, Maranhão, no dia 12 de agosto de 1984, aos 17 anos, iniciou sua trajetória de trabalho urbano como ajudante de eletricista de Seu Dada.

Na prática, abria paredes para a passagem de eletrodutos e condutores de fios elétricos. Paralelamente, iniciou um curso de eletricista que já estava em andamento no Serviço Social do Comércio (SESC), com o professor e eletricista Idelbrando.

Quinze dias depois, veio a prova: fazer um “triuê” com os fios energizados.

Dr. Chico Sousa realizou a prova com êxito, figurando em primeiro lugar.

Tomou gosto pela profissão de eletricista, atividade que exerceu durante dez anos.

Também exerceu a função de gerente de posto de gasolina no povoado Buriti Corrente.

Ao mesmo tempo em que trabalhava, iniciou uma trajetória de participação comunitária vinculada, inicialmente, à juventude católica.

No Conjunto Cohab, bairro Nova Caxias, fundou o grupo de jovens católicos UNIEC — Unidos Iremos ao Encontro de Cristo.

Posteriormente, contribuiu para a fundação do JOVAC — Jovens de Volta Amando Cristo, no bairro Volta Redonda. Os nomes foram sugeridos por ele e aprovados pela juventude da época.

Também integrou a Pastoral da Juventude Católica.

Essas experiências constituíram seus primeiros espaços de organização comunitária, convivência coletiva e participação social em Caxias.

Sua atuação social alcançou também a defesa dos direitos humanos e das comunidades envolvidas na luta pelo acesso à terra.

Assessorou o Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Genésio (CDDHAG), participando de ações relacionadas às reivindicações fundiárias e contribuindo para processos de desapropriação envolvendo as comunidades de Central, Caxirimbu e Engenho d’Água.

Essa experiência aproximou-o concretamente das relações entre direitos, propriedade, organização popular, instituições públicas e demandas sociais.

Sua trajetória político-partidária ganhou dimensão mais definida com a filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), em julho de 1988.

A partir daí, participou da organização partidária em Caxias, exercendo funções de direção e envolvendo-se diretamente nos debates sobre os caminhos da esquerda brasileira, a construção de maiorias políticas e as possibilidades de transformação social pela via democrática.

No ano de 1993, coordenou a Caravana das Águas de Lula na região leste do Maranhão, com início em Caxias no dia 16 de abril.

Na ocasião, foram realizados quatro atos públicos na cidade.

O primeiro foi a recepção de Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara Municipal de Vereadores, onde recebeu o título de Cidadão Caxiense honorário.

O segundo foi um comício no Largo de São Sebastião, às 20 horas, que, segundo os registros dessa trajetória, reuniu mais de 20 mil pessoas.

O terceiro ato consistiu em um jantar para 300 pessoas.

Por fim, o quarto foi um encontro com estudantes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Campus Caxias, realizado na sacada do Excelsior Hotel.

Entre 1997 e 2000, participou da liderança da Central dos Movimentos Populares em Caxias, integrando mobilizações de fiscalização da Administração Pública e de combate à corrupção municipal.

Aquele período foi marcado por intensa participação dos movimentos sociais na vida política local e por processos político-institucionais que resultaram na cassação do prefeito eleito em 1996 e, posteriormente, de seu substituto.

A experiência proporcionou contato direto com a participação popular, o controle social, a responsabilidade dos agentes públicos e o funcionamento das instituições democráticas.

Em 1996, participou das prévias internas do PT para a escolha da candidatura à Prefeitura de Caxias.

Em uma disputa inicialmente composta por cinco pré-candidaturas, venceu o primeiro turno e chegou ao segundo, no qual houve empate.

Não foi escolhido candidato em razão do critério de desempate que favorecia o concorrente de maior idade, sendo Dr. Chico Sousa o mais jovem entre os dois finalistas.

Em 5 de setembro de 1999, depois de mais de uma década de militância partidária, foi eleito presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Caxias.

Naquele período, defendia uma compreensão estratégica que encontrou forte resistência em setores internos do partido.

Considerava que a ampliação nacional do PT e a construção das condições políticas necessárias para uma futura vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela Presidência da República exigiriam superar determinados limites de isolamento político e construir alianças mais amplas, particularmente no Nordeste.

Entre as possibilidades que sustentava no debate estavam uma aproximação com Tasso Jereissati, no Ceará, ou com o grupo político liderado por José Sarney, no Maranhão.

As divergências internas em torno dessa concepção estiveram entre os fatores que levaram à sua expulsão do partido.

Dr. Chico Sousa recorreu da decisão ao Diretório Estadual do PT e obteve seu retorno às fileiras partidárias, embora sem a restituição à Presidência do Diretório Municipal.

Recorreu posteriormente ao Diretório Nacional e, diante da demora na apreciação do recurso, decidiu desligar-se voluntariamente do PT, encerrando, naquele momento, uma trajetória partidária iniciada em 1988.

Após sua saída do PT, filiou-se ao Partido Verde (PV) e, posteriormente, ao Partido Popular Socialista (PPS), no qual chegou à Presidência do Diretório Municipal.

A passagem por diferentes organizações partidárias ampliou sua experiência sobre a estrutura e o funcionamento dos partidos, suas correntes internas, processos decisórios, divergências programáticas, alianças e relações com a sociedade e as instituições públicas.

Em 2012, retornou ao Partido dos Trabalhadores.

Esse retorno foi acompanhado de uma decisão pessoal que, posteriormente, adquiriria significado particular em sua trajetória: se algum dia voltasse a se desfiliar do PT, procuraria participar da construção de um novo partido político no Brasil.

A ideia permaneceu como um compromisso pessoal durante os anos seguintes.

A FUNDAÇÃO DO PARTIDO NEOSSOCIALISTA

Em novembro de 2024, Dr. Chico Sousa desligou-se novamente do Partido dos Trabalhadores.

Dessa vez, a decisão foi acompanhada pela concretização daquele propósito.

Em 23 de novembro de 2024, no auditório do Serviço Social do Comércio (SESC), em Caxias, Maranhão, realizou a Assembleia de Fundação do Partido Neossocialista (PN), dando início à organização formal de uma nova agremiação política no Brasil.

O processo de institucionalização prosseguiu e, em 17 de outubro de 2025, o Partido Neossocialista (PN) foi registrado no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas.

A agremiação segue em processo de formação perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cumprindo as etapas legalmente exigidas para sua constituição como partido político em âmbito nacional.

Essa trajetória partidária, iniciada em 1988 e atravessada por militância, direção partidária, divergências internas, afastamentos, retornos e pela posterior fundação de uma nova organização política, integra a experiência a partir da qual Dr. Chico Sousa desenvolveu sua compreensão sobre democracia, partidos, poder, organização do Estado e construção de projetos políticos.

A fundação do Partido Neossocialista não aparece, assim, isoladamente em sua biografia, mas como resultado de um percurso de décadas de participação na vida política e de elaboração progressiva das ideias que, posteriormente, seriam sistematizadas no Neossocialismo Brasileiro.

A experiência política contribuiu também para consolidar uma compreensão que, posteriormente, assumiria dimensão mais ampla em sua reflexão intelectual: estabelecer objetivos estratégicos não significa tornar imutáveis os caminhos para alcançá-los.

A política democrática exige capacidade de interpretar circunstâncias históricas, construir convergências e distinguir os objetivos permanentes dos meios políticos utilizados em cada momento.

Sua trajetória educacional conduziu-o posteriormente à formação universitária.

Como estudante do curso de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Campus Caxias, participou ativamente do movimento estudantil.

Fundou no Campus Universitário de Caxias o MUDI — Movimento Universitário Independente, movimento que posteriormente o levaria a presidir o CAEH — Centro Acadêmico dos Estudantes de História e, posteriormente, o DCE — Diretório Central dos Estudantes do Campus Caxias.

Nos anos 2000, participou da liderança de mobilizações e de uma greve estudantil por melhores condições de infraestrutura, ensino e estudo na Universidade.

Contribuiu também, como sujeito ativo, para a fundação da União dos Estudantes de História do Maranhão, ampliando sua experiência de organização e representação para além dos limites do próprio campus.


Paralelamente à formação universitária e à militância política e estudantil, desenvolveu uma carreira na Administração Pública municipal.

Entre 2001 e 2004, exerceu a função de Assessor Especial do Fundo de Previdência do Município de Caxias.

Nesse mesmo período da gestão municipal, atuou também como Assessor Especial de Articulação e foi responsável pela criação da Ouvidoria-Geral do Município.

Nesse intervalo, aplicou e consolidou o Orçamento Participativo no município, iniciativas que ampliaram sua experiência em gestão pública, articulação institucional e fortalecimento dos mecanismos de interlocução entre governo e sociedade.

Posteriormente, de 2009 a 2016, atuou como assessor jurídico da Procuradoria-Geral do Município de Caxias.

Desde 2023, ocupa o cargo de Assessor Jurídico Sênior na representação do Município de Caxias para Brasília.

Exerceu o magistério e ingressou na advocacia, somando à experiência de vida os instrumentos do conhecimento histórico, da educação e do Direito.

Sua formação em História acrescentou a essa trajetória uma perspectiva fundamental: a compreensão de que instituições, sistemas econômicos, formas de organização política e relações sociais são construções históricas e, exatamente por isso, podem ser transformadas pela ação humana.

Compreender o presente exige conhecer os processos que o produziram; pensar o futuro exige reconhecer as possibilidades existentes em cada momento histórico.

O magistério, por sua vez, aproximou o conhecimento de sua transmissão, reforçando a importância que a educação posteriormente assumiria em sua concepção do desenvolvimento nacional.

A formação em Direito e o exercício da advocacia acrescentaram outra dimensão à sua compreensão do Estado.

O contato com o ordenamento jurídico e com as instituições do sistema de Justiça permitiu-lhe observar o Estado não apenas como objeto de reflexão política ou histórica, mas como uma estrutura concreta formada por instituições, competências, servidores, procedimentos, direitos, garantias, deveres e responsabilidades.

A experiência jurídica aproximou, assim, a reflexão teórica do funcionamento cotidiano das instituições republicanas.

Sua trajetória foi igualmente marcada pela participação sindical, comunitária, estudantil e política.

Essas diferentes experiências permitiram-lhe acompanhar diretamente conflitos, reivindicações e possibilidades presentes nas relações entre trabalho, sociedade, economia, movimentos sociais, partidos políticos e instituições públicas.

O debate político deixou de ser apenas matéria de estudo para constituir também uma experiência prática de participação na vida pública.

É justamente do encontro entre a experiência do trabalho desde a infância, a vivência das desigualdades sociais, a educação, a História, o movimento estudantil, o magistério, o Direito, a advocacia, a participação comunitária e sindical, a atividade política e a experiência na Administração Pública que emerge parte importante da perspectiva intelectual desenvolvida nesta obra.

A pobreza e a fome foram conhecidas antes de serem estudadas; o trabalho foi experimentado antes de se transformar em categoria de reflexão; a educação foi conquistada após um ingresso escolar tardio; e o Estado foi posteriormente observado pela História, pelo Direito, pela política, pela Administração Pública e pela experiência concreta de suas instituições.

Esse percurso ajuda a compreender por que temas como dignidade humana, trabalho, educação, justiça social, participação democrática, instituições, planejamento, soberania, desenvolvimento e responsabilidade entre gerações ocupam posição central em sua reflexão.

Não se trata apenas de categorias abstratas. São questões que, em diferentes momentos e sob diferentes formas, atravessaram sua própria experiência de vida e, posteriormente, encontraram elaboração intelectual.

O NEOSSOCIALISMO BRASILEIRO

Ao longo dos anos, Dr. Chico Sousa passou a considerar que os problemas brasileiros não poderiam ser compreendidos exclusivamente pelas tradicionais oposições entre Estado e mercado, capitalismo e socialismo, ou crescimento econômico e proteção social.

As profundas transformações científicas, tecnológicas, ambientais, produtivas e geopolíticas do século XXI exigiam, em sua compreensão, uma formulação capaz de articular democracia, soberania, planejamento, conhecimento, desenvolvimento econômico, justiça social e proteção da vida.

É desse processo de experiência e reflexão que surge o Neossocialismo Brasileiro, concebido a partir da realidade histórica nacional como uma proposta própria de organização do Estado e do desenvolvimento.

Para Dr. Chico Sousa, pensar o Brasil significa compreender simultaneamente aquilo que o país recebeu de sua história, aquilo que possui no presente e aquilo que precisa construir para o futuro.

Território, população, recursos naturais, biodiversidade, cultura, instituições, universidades, ciência, infraestrutura, capacidade produtiva e conhecimento constituem patrimônios que somente alcançam plenamente sua dimensão estratégica quando transformados em capacidades permanentes da Nação e transmitidos às gerações seguintes.

Essa compreensão orienta O Neossocialismo no Brasil — Livro Branco: Ensaio de Ciência Política, Teoria do Estado e Políticas Públicas.

A obra representa o resultado de uma reflexão construída a partir da experiência brasileira e do diálogo com diferentes tradições do pensamento histórico, político, econômico, jurídico e social.

Não pretende apresentar uma verdade definitiva nem um sistema político fechado, mas oferecer uma contribuição autoral ao debate sobre o Estado brasileiro e sobre as possibilidades históricas do país no século XXI.

Sua vinculação com o Maranhão integra profundamente essa trajetória.

Nascido na zona rural de Timon, tendo vivido parte da infância em Parnarama e construído posteriormente sua trajetória social, política, intelectual e profissional em Caxias, Dr. Chico Sousa desenvolveu sua reflexão a partir de uma realidade regional concreta, sem, contudo, restringi-la aos limites regionais.

Caxias, terra de importante tradição cultural e intelectual associada a nomes como Gonçalves Dias, Coelho Neto, Teixeira Mendes, Vespasiano Ramos e outros importantes representantes da cultura e do pensamento brasileiro, constitui o espaço a partir do qual o autor observa o Brasil e procura participar de uma discussão de dimensão nacional.

Essa discussão envolve a construção de uma República soberana, democrática, socialmente desenvolvida e capaz de preparar seu futuro.

Ao publicar esta obra, Dr. Chico Sousa reúne uma trajetória que começou no trabalho rural ainda na infância, atravessou as dificuldades materiais e a experiência da fome, chegou tardiamente à escola e encontrou na educação um caminho para a formação universitária, o magistério e a advocacia.

A essa jornada somaram-se a experiência comunitária, a defesa dos direitos humanos, a atuação em movimentos populares, décadas de atividade político-partidária, o movimento estudantil, a participação sindical e mais de duas décadas de experiência na Administração Pública municipal.

Da militância iniciada no final da década de 1980 à participação na fundação do Partido Neossocialista, essa experiência política acompanhou a progressiva elaboração de uma concepção própria sobre Estado, democracia, desenvolvimento e organização da sociedade.

Reúne, assim, experiência de vida, formação em História e em Direito, atuação profissional, participação pública e reflexão intelectual em torno de uma questão fundamental que atravessa todo o Livro Branco:

Que Estado, que economia, que sociedade e que projeto de desenvolvimento o Brasil precisa construir para realizar plenamente suas potencialidades no século XXI?

A resposta apresentada pelo autor não é concebida como um ponto final, mas como uma contribuição para um processo histórico necessariamente coletivo.

O Neossocialismo Brasileiro apresenta-se, dessa maneira, como uma proposta aberta à crítica, ao conhecimento, à experiência, ao aperfeiçoamento democrático e às transformações produzidas pelas gerações que participarão da construção do futuro da República.

Dr. Chico Sousa
Francisco Pereira de Sousa

Caxias — Maranhão, 2026.

QUANDO SERÃO OS DEBATES DO 2º TURNO DAS ELEIÇÕES 2026? VEJA DATAS E HORÁRIOS

Os eleitores terão duas oportunidades de acompanhar debates entre os candidatos à Presidência da República no segundo turno das ...