O tradicional prato feito (PF), uma das principais opções de alimentação para milhões de brasileiros, ficou mais caro em 2026. Levantamento do Índice Prato Feito (IPF), elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP), mostra que o preço médio da refeição atingiu R$ 31,90 em junho, acumulando alta de 7,2% em relação a janeiro, quando custava R$ 29,77.
Para quem almoça fora de casa durante os 20 dias úteis do mês, o gasto médio já chega a R$ 638 mensais, tornando a alimentação um dos principais itens do orçamento dos trabalhadores.
O levantamento também revela diferenças expressivas entre as regiões do país. O Sul registra o prato feito mais caro, com média de R$ 34,90, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 34,45. No Sudeste, o valor médio é de R$ 31,99. Já o Nordeste aparece com média de R$ 30,00, enquanto o Norte apresenta o menor preço do país, de R$ 29,99. A diferença entre a região mais cara e a mais barata chega a 16,4%.
Segundo os pesquisadores, o aumento é resultado de uma combinação de fatores, como a alta dos alimentos, dos combustíveis, da mão de obra, dos aluguéis comerciais e dos custos logísticos. Mesmo com sinais de desaceleração da inflação em alguns produtos, os restaurantes continuam enfrentando pressão sobre os custos e têm dificuldade para absorver os reajustes sem repassá-los aos consumidores.
O Índice Prato Feito foi criado para acompanhar a evolução do preço de uma refeição composta por arroz, feijão, proteína, salada e guarnição. A pesquisa do segundo trimestre de 2026 analisou 887 preços coletados presencialmente e por aplicativos de entrega nas cinco regiões do Brasil. O indicador complementa os índices oficiais de inflação ao mostrar, de forma prática, o impacto do aumento do custo de vida sobre a alimentação fora do lar.
Folha de São Paulo
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