quarta-feira, 13 de setembro de 2023

OPERAÇÃO CONTEÚDO PROIBIDO COMBATE O ABUSO SEXUAL INFANTIL EM CAXIAS-MA

A  Polícia Federal lançou nesta quarta-feira (13), a Operação CONTEÚDO PROIBIDO, uma ação voltada para o combate ao abuso sexual infantil na cidade de Caxias/MA. A operação resultou na execução de dois mandados de busca e apreensão nas residências de indivíduos suspeitos de crimes graves, incluindo estupro de vulnerável, associação criminosa e a produção, venda, armazenamento e disseminação de material contendo abuso sexual infantil.
Durante as buscas, um dos suspeitos foi detido em flagrante por posse de material semelhante. Essas investigações foram lideradas pela Delegacia de Polícia Federal em Caxias/MA, que utilizou ferramentas tecnológicas avançadas e diversos meios para obter provas, permitindo rastrear a atividade dos envolvidos na internet.
O combate a essa prática criminosa, mesmo que restrita ao compartilhamento de arquivos, é uma prioridade para a Polícia Federal. Isso ocorre porque o consumo desse conteúdo alimenta a violência sexual contra crianças, causando danos psicológicos e sociais duradouros às vítimas. Portanto, é crucial que a sociedade denuncie todas as formas de violência contra crianças e adolescentes.
Se confirmados os crimes, os suspeitos poderão enfrentar acusações que incluem estupro de vulnerável e associação criminosa, conforme o Código Penal. Além disso, podem ser responsabilizados por crimes relacionados à produção, venda, armazenamento, disponibilização e aliciamento de menores para conteúdo pornográfico infantil, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Esses crimes podem resultar em penas de prisão que, somadas, chegam a até 44 anos.
O nome da operação, CONTEÚDO PROIBIDO, destaca a disseminação ilegal de material envolvendo cenas de exploração sexual de crianças e adolescentes pela internet, uma conduta rigorosamente proibida pelas leis brasileiras e tratados internacionais.
As investigações continuam em andamento, e a Polícia Federal no Maranhão reforça a importância da colaboração da comunidade. Em caso de informações relevantes, entre em contato com a Polícia Federal pelos números (98) 31315105 e (98) 991286428.
Divisão de Comunicação Social
Departamento de Polícia Federal
Ministério da Justiça
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"NEGLIGÊNCIA MÉDICA NA MATERNIDADE CARMOSINA E SUSPEITA DE DESVIO DE RECURSOS DA COVID-19: A GESTÃO FÁBIO GENTIL"

As trágicas mortes de recém-nascidos na Maternidade Carmosina Coutinho estão longe de serem resolvidas, apesar das promessas feitas pela atual gestão do prefeito Fábio Gentil, que se elegeu com críticas à negligência médica da gestão anterior, liderada pelo ex-prefeito Léo Coutinho.
Uma mensagem chocante compartilhada em um grupo de WhatsApp recentemente revelou mais uma vítima, com alegações perturbadoras de negligência médica. "Meu sobrinho teve o pescoço quebrado por negligência médica na Carmosina", diz a mensagem, lançando luz sobre a terrível situação que continua assombrando essa instituição de saúde.
Os óbitos de recém-nascidos na Maternidade Carmosina Coutinho persistem, deixando a comunidade alarmada e se perguntando se pouco foi feito para resolver o problema. Pior ainda, a atual administração de Fábio Gentil enfrenta problemas adicionais, com o prefeito sendo investigado pela Polícia Federal por suspeitas de desvio de recursos destinados ao tratamento da Covid-19. 

Os recursos da Covid-19 desviados e as mortes na Carmosina podem ser considerados duplo homicídio?"

Além disso, a Secretaria de Saúde, que deveria estar liderando esforços para resolver a crise na maternidade, enfrentou um constrangimento público ao ser despejada de seu prédio devido à falta de pagamento de aluguel.

Enquanto a cidade aguarda respostas e ações concretas, a preocupação com a segurança dos recém-nascidos na Maternidade Carmosina Coutinho e a gestão da saúde municipal continua a crescer, lançando uma sombra sobre o futuro da saúde pública na comunidade caxiense.


terça-feira, 12 de setembro de 2023

INCÊNDIO SE ALASTRA APÓS AFIAÇÃO DE POSTE EM CAXIAS: COMUNIDADE EM ALERTA(VEJA VÍDEOS)


Caxias, Terça-feira (12) - Uma tarde que deveria ser tranquila se transformou em caos quando um poste localizado em frente à Igreja do Rosário, na esquina da Rua da Paz, que leva ao fundo da Caixa Econômica Federal, pegou fogo. As chamas rapidamente se espalharam para outros prédios, causando grande preocupação na comunidade.
Testemunhas relatam que, além do fogo, uma densa nuvem de fumaça se formou no local, tornando a situação ainda mais desafiadora. Corajosas pessoas tentaram combater as chamas utilizando extintores, mas a magnitude do incêndio exigiu uma resposta mais coordenada das autoridades.
Até o momento desta postagem, ainda não temos informações precisas sobre os prejuízos causados pelo incêndio. Este blog se compromete a continuar acompanhando o desenvolvimento da situação e trará atualizações assim que novas informações estiverem disponíveis.
Esse incidente serve como um lembrete da importância da segurança e da prontidão para enfrentar emergências, especialmente quando se lida com elementos potencialmente perigosos como a eletricidade.
Fique atento a este espaço para mais informações sobre esse episódio em Caxias.

VÍDEOS:




FALTA DE REPASSES DO GOVERNO FEDERAL PODE LEVAR A DEMISSÕES EM MASSA NA PREFEITURA DE CAXIAS

 cidade de Caxia-MA, enfrenta um desafio financeiro significativo devido à falta de repasses do Governo Federal. A situação está levando a um corte massivo de funcionários públicos contratados, com cada secretaria municipal enfrentando uma redução de 20% em sua força de trabalho.
A escassez de recursos financeiros tem sido uma questão constante para muitos administradores municipais, e Caxias não é exceção. Sem os repasses necessários, manter a folha de pagamento atual tornou-se uma tarefa árdua e delicada.
Essa crise financeira iminente tem causado grande preocupação entre os funcionários da prefeitura de Caxias, que temem perder seus empregos devido a esse cenário desafiador.
A situação em Caxias serve como um lembrete contundente dos desafios enfrentados pelas cidades brasileiras quando se trata de manter os serviços públicos em meio a restrições orçamentárias severas. A comunidade local está observando atentamente os desenvolvimentos, esperando que uma solução seja encontrada para preservar os empregos e os serviços essenciais que a prefeitura oferece.

OBRA INACABADA DO GOVERNO DO ESTADO GERA TRANSTORNOS PARA MORADORES DA MA-034, NO ITAPECURUZINHO(VEJA VÍDEO)

Moradores do bairro Itapecuruzinho, próximo à MA-034, estão enfrentando sérias consequências devido a uma obra inacabada do governo do estado do Maranhão. A situação se tornou crítica à medida que a construção se arrasta, afetando o acesso e a qualidade de vida dos residentes locais.
O trabalho em questão é a tentativa pela terceira vez do governo estadual de construir uma obra  que da acesso a uma das ruas mais antigas do bairro, ligando o Bairro Itapecuruzinho ao Balneário Veneza. No entanto, o terreno apresenta um desafio significativo devido a uma descida de água muito forte.
Inicialmente, o governo estadual tentou resolver o problema de escoamento da água, mas o primeiro trabalho não deu certo. Agora, eles parecem estar planejando uma obra maior, possivelmente uma galeria, para lidar com o acúmulo de água de chuva na área. O problema é que a obra já dura aproximadamente um mês e continua em morosidade.
Os moradores estão enfrentando diversos transtornos devido à obra inacabada. Além do fechamento do acesso às vias, a dificuldade para pedestres e a trafegabilidade de veículos também estão comprometidas. A situação tem causado prejuízos e incômodos significativos para a comunidade local.
Diante dessa realidade, os moradores estão unidos em um apelo para que a construção seja concluída o mais rápido possível. Eles buscam evitar que continuem sofrendo com os problemas causados por essa obra inacabada, que afeta diretamente suas vidas e a mobilidade na região. A esperança é que as autoridades estaduais tomem medidas urgentes para resolver essa situação e proporcionem alívio aos residentes do Itapecuruzinho

VÍDEO:


CHEFE DE CARTÓRIO DE CAXIAS-MA ACUSADO DE EXTORSÃO E PECULATO


imenso lamaçal pode estar sendo acobertado em Caxias (MA), importante município a 370 km de São Luís. O responsável pelo Cartório do 1º Ofício Extrajudicial daquela cidade, Aurino da Rocha Luz, já denunciado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é alvo de nova representação, desta vez com pelo menos 10 relatos de irregularidades graves – incluído peculato, cobranças extorsivas e ilegais por serviços cartorários. A informação foi publicada no influente Jornal Pequeno, da capital maranhense.
Luz foi denunciado ao CNJ após várias tentativas de fazer com que fosse investigado no âmbito da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Maranhão – todas resultando em decisões que o favoreciam, com desconhecimento das irregularidades, mesmo na presença de provas e até mesmo da devolução de valores cobrados a mais pelo tabelião.
Na nova representação, relacionam-se pelo menos dez casos em que o denunciado cometeu atos ilícitos – cobrando valores extorsivos, fora da tabela de selos para os emolumentos, não repassando valores devidos à Fazenda Pública e até usando laranjas para se apropriar de imóveis.

As ações de Aurino Luz, conforme a representação assinada pelo advogado José de Arimatéia Torres Silva em nome do assessor imobiliário Luiz Felipe de Almeida Bello, reportam o caso mais escandaloso da série de irregularidades cometidas: a tentativa de cobrar 15 lotes de terras em um loteamento de alto padrão como pagamento por serviços cartorários que custam infinitamente menos que o valor dos imóveis solicitados para a realização do trabalho – o que é incomum, considerando o fato de que imóveis não são moeda para uso em transações entre um prestador e um usuário de um serviço público.
Assim, além da recorrente perda financeira do Estado pelo não repasse de recursos, há evidentes prejuízos para os usuários dos serviços cartorários – em número que não se pode definir porque as denúncias formuladas, com provas robustas, podem ser apenas a ponta de um iceberg de irregularidades rotineiramente cometidas pelo responsável pelo Cartório do 1º Ofício Extrajudicial de Caxias.
As denúncias contra o tabelião vêm de longe, são do conhecimento da Corregedoria e da Ouvidoria do Tribunal de Justiça do Maranhão, e só há algum movimento para minimamente punir o denunciado quando se veiculam na média convencional e em redes  sociais.

Deu-se assim quando Aurino Luz foi denunciado pelo vereador Antônio José Bittencourt de Albuquerque (popularmente conhecido como Catulé, da cidade de Caxias, e do deputado estadual Yglésio Luciano Moyses Silva.
O vereador informou em sessão da Câmara Municipal de Caxias que recebeu “62 denúncias com provas de extorsão, de ladroagem” contra o representante do cartório.
Segundo o vereador, Aurino age realizando “uma verdadeira extorsão”. “O homem [Luz] tomou terras, cobra três vezes o cidadão, faz usucapião extrajudicial, tem uma holding com nome de duas filhas menores e da mulher que auxilia ele no cartório”.

O caso de usucapião extrajudicial citado pelo vereador está relatado em Processo Administrativo Disciplinar – PAD – instaurado na Justiça de Caxias e também está na representação ao CNJ.
O deputado estadual trafegou na mesma direção das denúncias do vereador Catulé, ao afirmar que o notário “facilita a venda do terreno, arruma um ‘laranja’ e depois, com essa empresa, ele compra todos os terrenos”.
Na lista de denúncias reiteradas pelo deputado, a solicitação de Luz a um usuário dos serviços cartorários (Sr. Washington Leite Torres) de vantagem indevida (15 lotes de um empreendimento imobiliário); cobrança a maior de registro de retificação de georreferenciamento de imóvel e existência de empresas da esposa e filhos como adquirente de imóvel usucapido administrativamente pelo próprio Aurino Luz. Neste caso, o usucapiente é Ricardo de Brito Cruz, apontado como primo do registrador.

Todos os casos denunciados foram levados ao conhecimento do Juízo da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Caxias, formalizadas nos autos do processo nº 0802991-67.2023.8.10.0029. Nessa ação, ao se defender das denúncias, Aurino Luz comprova cobranças extorsivas ao juntar documentos de devolução de valores cobrados a mais.
Os casos denunciados foram considerados graves pelo juízo, a ponto de partir imediatamente para a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar – PAD – decisão que se baseou no depoimento ao Ministério Público do usuário da serventia extrajudicial, Sr. Washington Leite Torres, “em que narra o comportamento ilícito do registrador Aurino da Rocha Luz, inclusive com prints de conversa que se traduz em infração disciplinar e até mesmo, em tese, penal, na qual solicita vantagem indevida para exercer o seu trabalho.

Como não bastassem as provas das vítimas de suas ações irregulares, o próprio Aurino Luz juntou documentos na ação que comprovam o que o juiz enumerou como cobrança indevida de emolumentos, “em valores em muito acima da tabela”, que “restaram comprovados nos autos do presente pedido de providências, pois o próprio reclamado junta documentos restituindo os valores exorbitantes cobrados acima da tabela de emolumentos, em data bem posterior aos fatos, além de que deu-se após denúncias na mídia social..
Ao restituir valores cobrados a mais, há conforme o entendimento do juiz, tácito reconhecimento da irregularidade cometida: ‘O simples fato de ter restituído os valores cobrados de forma indevida, em nada afasta a conduta vedada, pois não se trata de um ato isolado, mas sim, de prática reiterada adotada pelo mesmo, pois em curso várias investigações e reclamação de cobrança indevida de emolumentos, consistentes em entregar recibos com o valor cobrado acima da tabela e constar no selo valores bem inferiores, em afronta ao cidadão e ao próprio Poder Judiciário.”

Porém, Luz agiu para dificultar o trabalho de investigação do Ministério Público e do Judiciário, pois, conforme observou o juiz corregedor em fiscalização no cartório Caxias, a documentação foi enviada de forma desorganizada e incompleta, com o claro propósito de dificultar o trabalho correcional. Isso, entendeu o juiz, é um forte indício de que a serventia extrajudicial está sendo usada em proveito próprio por Aurino Luz.
A representação do assessor imobiliário Luiz Felipe de Almeida Bello, no âmbito de reclamação já existente no CNJ, visa a buscar punição a Aurino Luz, posto que no âmbito da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Maranhão, o tabelião do Cartório do 1º Ofício Extrajudicial de Caixas nunca foi admoestado, mesmo quando a solicitação partiu do juiz em Caxias.

Em razão de Aurino Luz ter encaminhado documentação desorganizada e incompleta para dificultar a ação correcional, o juiz solicitou ao Corregedor-Geral de Justiça do Estado do Maranhão o afastamento dele até a conclusão do procedimento administrativo disciplinar, uma vez que o próprio juiz corregedor permanente não poderia determinar o afastamento por prazo necessário a conclusão do PAD, já que está impedido de fazê-lo de acordo com o Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça.
Apesar do pedido do juiz, que abriu investigação contra Luz, ante graves fatos expostos, definidos por fortes indícios de faltas funcionais e até mesmo comprovada utilização do cargo para dificultar o trabalho correcional, o tabelião segue incólume na Corregedoria do TJ-MA.
A Corregedoria não enxergou a necessidade de afastar o tabelião, considerando que ele, ainda que tenha todo o controle do cartório, não teria o condão inviabilizar a apuração das faltas imputadas pela Comissão Processante do Processo Administrativo Disciplinar. Isso após um juiz constatar que Aurino Luz criou obstáculos à atuação correcional.

Diante de uma situação que, na representação ao CNJ, advogado José de Arimatéia Torres Silva, em nome do assessor imobiliário Luiz Felipe de Almeida Bello, considera bastante razoável que o órgão correcional do Judiciário do Maranhão, esteja agindo de modo leniente, “quanto aos fatos envolvendo o tabelião, já que até o presente momento não se verificou qualquer medida enérgica no sentido de impedir que o cartorário em questão siga no exercício de suas funções, seja cometendo supostos novos ilícitos (administrativos e criminais), seja atrapalhando o bom andamento das apurações que se fazem indispensáveis para conclusão do PAD e também das representações de ordem criminal que já tramitam contra ele”.
O raciocínio de proteção ao tabelião se verificou em discurso do deputado estadual Yglésio Moyses, em 16 de março de 2023, quando da tribuna da Assembleia Legslaiva, para quem a manutenção de Luz como titular na Serventia Extrajudicial do 1º Ofício de Caxias, pode ser atribuída ao fato dele “estar sendo protegido dentro do Tribunal de Justiça do Maranhão”

A representação ao CNJ solicita que todos os procedimentos que investigam a recorrente conduta ilícita do tabelião sejam remetidos à Corregedoria Nacional de Justiça. Há uma razão para isso, segundo os denunciantes: ao longo de sua vida funcional, enquanto oficial registrador na Serventia Extrajudicial do 1º Ofício de Registro de Imóveis de Caxias, Aurino da Rocha Luz acumula um vasto histórico de acusações de cometimento de irregularidades funcionais.
A representação lembra que a despeito de um longo histórico de supostas transgressões funcionais, desde cobranças indevidas até supostas práticas de corrupção passiva consistente em solicitar vantagem indevida, aos olhos da Corregedoria do TJ-MA, tais atos não apresentam gravidade o bastante para que sejam tomadas medidas preventivas que resguardem os interesses dos usuários e da Fazenda Pública.

Os signatários da representação no CNJ enxergam permissividade do órgão correcional do Judiciário no Maranhão, pois mesmo diante das notícias de cometimento de ilicitudes pelo tabelião, “resta evidente que as medidas preventivas procedimentais e até as penalidades adotadas em procedimentos administrativos que tramitam em desfavor dele, não propiciam a evolução das apurações e não guardam proporcionalidade com os atos apurados”.
Ante isso, eles dizem que a leniência da Corregedoria faz com que as vítimas deixem de acreditar na justiça por suporem que o tabelião goza de alguma proteção naquele órgão correcional. (Com informações do site Direito Global)

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

11/09/2001 - 22 ANOS DEPOIS...-----------------------------------SETEMBRO NEGRO


Em 1970, a Jordânia  -- um país situado do sudoeste da Ásia, na margem do rio Jordão, território três vezes menor do que o Maranhão e população quase a mesma do nosso estado --  massacrou inúmeros militantes palestinos e expulsou outros. 

Eram militantes que formavam uma espécie de poder paralelo no país jordaniano. O rei Hussein não tolerou. E o massacre ficou conhecido mundialmente como “Setembro Negro”.

Trinta e um anos depois, a expressão foi relembrada nos jornais, para denominar ou resumir o que o terror pode fazer a uma nação. 

O inimaginado, mas não inesperado nem, muito menos, impossível já havia acontecido em outros tempos e ambientes: os milhões e milhões de seres humanos mortos por alemães em campos de concentração... os mais de 200 mil japoneses mortos pelas bombas jogadas por americanos... Em 11 de setembro de 2001, há 22 anos, os Estados Unidos, em tempos de não guerra declarada, foram o alvo do ataque mais impensado, jamais imaginado, que a insanidade humana poderia desferir contra pessoas  -- sobretudo pessoas – , contra coisas e contra o orgulho de um País. 

Não um país qualquer, mas o mais rico, o mais influente, o mais tecnológico, o mais militarizado, o mais poderoso país da Terra.

Os americanos nunca esqueceram Pearl Harbor. 

Nunca deixaram de chorar John Kennedy. 

Nunca se curaram do Vietnã, o país que na guerra trucidou milhares de jovens soldados do país tido como "xerife do mundo".

Os americanos nunca tiraram o engasgo provocado por seu ex-soldado e veterano da Guerra do Golfo Timothy McVeigh, que, com uma bomba de 2.300 kg, explodiu 19 crianças na creche do prédio, no segundo andar e outros 149 conterrâneos seus, além de ferir mais 684 em Oklahoma City, manhã do dia 19 de abril de 1995. Metade do edifício federal Alfred P. Murrah foi ao chão e virou pó. Pó, poeira e cinzas. 

11 de setembro de 2001. Também em uma manhã de céu límpido em Nova York, o café nem bem havia sido servido ou sorvido quando um estrondo fenomenal anunciou, mais de cem andares acima: um avião se chocava com uma das duas torres do complexo comercial mais famoso do mundo. 

Poucos minutos depois, as lentes das televisões que transmitiam ao vivo o cenário de fogo, fumaça e desespero captaram, impotentes, uma segunda tragédia; outro avião se espatifou atirando-se contra a segunda torre. E não terminava aí.

Em Washington, o aparentemente superprotegido edifício de cinco lados, e por isso mesmo chamado Pentágono, sede da inteligência militar americana, recebeu em suas entranhas mais um avião, que explodiu junto com passageiros, tripulantes.

Na Pensilvânia, um quarto avião se destroça no chão, sem tirar vidas em terra, mas nela sepultando os corpos carbonizados pelo fogo e liberando os espíritos congelados pelo que deve ter sido o horror dos passageiros e tripulantes dentro dos aviões que se despedaçaram.

O mundo continua perplexo. Embora a corrupção (que mata o já miserável, tirando-lhe o alimento), embora o político bandido (que mata com suas políticas), embora o bandido político (que mata em nome de suas coisas e causas), embora a banalização dessas infelicidades, embora a vulgarização do que não presta, o ser humano parece que não deixa de ter motivos para continuar se surpreendendo com o que pode de ruim fazer outro ser humano. 

O homem continua sendo o lobo do homem. 

EDMILSON SANCHES.
edmilsonsanches@uol.com.br

FELIPE CAMARÃO CUMPRE AGENDA EM AÇAILÂNDIA E DEFENDE TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO PÚBLICA

Em sua caminhada rumo ao Governo do Maranhão, o candidato Felipe Camarão (PT) cumpriu agenda neste sábado (5) em Açailândia, na ...