sexta-feira, 4 de julho de 2025

JUMENTO BRASILEIRO PODE ENTRAR EM EXTINÇÃO ATÉ 2030 COM ABATE PARA EXPORTAÇÃO PARA A CHINA, ALERTA PESQUISADOR

A demanda chinesa pelo colágeno encontrado logo abaixo da pele dos jumentos tem provocado uma redução drástica da população desses animais em diversos países nas últimas duas décadas, inclusive no Brasil.

Aqui, mais de um milhão de animais foram abatidos entre 1996 e 2025, diminuindo o número de jumentos brasileiros de 1,37 milhão para pouco mais de 78 mil, uma redução de 94%, conforme as estimativas de entidades como a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos.

Mantido o ritmo atual de abates, a espécie "não chegaria a 2030" no Brasil, diz Pierre Barnabé Escodro, professor de Medicina Veterinária, Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Ele faz parte da rede de pesquisadores que têm alertado sobre o risco de extinção desses animais no país e que defendem a aprovação de um projeto lei de 2022 que proíbe o abate, atualmente parado no Congresso.

O grupo se reuniu em Maceió (AL) na  quinta- feira (26/6) no evento Jumentos do Brasil, que está na terceira edição e onde participaram  cerca de 150 pessoas, incluindo cientistas de outros países.

"O jumento está em risco de extinção em vários países. No Egito ele praticamente não existe mais, em várias outras partes da África. Por isso o movimento pela conservação hoje é global", afirma Escodro.
Estima-se que demanda da China pela pele do animal leve a 5,9 milhões de abates por ano

O abate de jumentos no Brasil
Três frigoríficos hoje têm licença do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para abater jumentos (ou jegues, como também são chamados), todos na Bahia.

Apesar da permissão, pesquisadores e grupos ligados às iniciativas de conservação argumentam que o processo não tem rastreabilidade, o que significa que não há controle adequado de doenças ou garantia de que os jumentos não são submetidos a maus-tratos.

Também afirmam que a atividade não tem uma cadeia de produção propriamente dita, sendo puramente extrativista e, por isso, "insustentável".

"Produzir jumento para abate não é rentável, é extrativismo mesmo", acrescenta o professor Escodro.

Como o ritmo de abate tem sido maior do que a velocidade com que os animais conseguem se reproduzir, eles acabaram entrando em ameaça de extinção.

Desde 2019, a Justiça chegou a suspender algumas vezes a permissão para a atividade, após ser acionada por movimentos de defesa dos direitos dos animais que alegavam que a prática envolvia maus-tratos e poderia levar ao desaparecimento da espécie.

Em um artigo publicado no último mês de maio na revista científica Animals, Pierre e outros cinco pesquisadores apontam que a análise de 104 animais abandonados destinados ao abate revelaram sinais de inflamação sistêmica, sinalizando a existência de falhas graves no cuidado com os animais.

Em 2022, um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa na Bahia buscava proibir o abate no Estado.

No último mês de abril, o relator do PL, deputado Paulo Câmara (PSDB), emitiu parecer contrário à proposta argumentando que a atividade é regulamentada, que tem importância econômica para o Estado e que não haveria "necessidade de proibir essa prática, mas sim fortalecer a fiscalização e o cumprimento das normas existentes".

O parlamentar também afirmou que a população de jumentos no país estaria "estável e equilibrada" e que os animais não estariam em risco de extinção, o que motivou a publicação de uma nota de repúdio por parte de grupos de conservação.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Paulo Câmara, e por meio de nota o deputado reiterou as razões apresentadas no parecer, que afirmou ter sido "embasado em critérios técnicos, legais e econômicos", e não representar, "de forma alguma, negligência em relação ao bem-estar animal".

No último mês de abril, o relator do PL, deputado Paulo Câmara (PSDB), emitiu parecer contrário à proposta argumentando que a atividade é regulamentada, que tem importância econômica para o Estado e que não haveria "necessidade de proibir essa prática, mas sim fortalecer a fiscalização e o cumprimento das normas existentes".

O parlamentar também afirmou que a população de jumentos no país estaria "estável e equilibrada" e que os animais não estariam em risco de extinção, o que motivou a publicação de uma nota de repúdio por parte de grupos de conservação.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Paulo Câmara, e por meio de nota o deputado reiterou as razões apresentadas no parecer, que afirmou ter sido "embasado em critérios técnicos, legais e econômicos", e não representar, "de forma alguma, negligência em relação ao bem-estar animal".

Jumento em Oaxaca, no México: animal já teve papel de destaque na agricultura familiar em vários países
Peles vendidas a US$ 4 mil

Em 2021, a BBC News Brasil visitou a cidade baiana de Amargosa, onde funciona um dos frigoríficos, e mostrou como o comércio e abate de jumentos vinha afetando parte do Nordeste.

Antes ubíquos na região, onde se tornaram um símbolo da cultura local, eles quase desapareceram.

Pierre Escodro diz que no interior de Alagoas, Estado onde vive, jumentos que antes eram comercializados por valores entre R$ 100 e R$ 150 hoje, diante da escassez, são negociados por R$ 400 e R$ 500.

"E a pele continua custando US$ 3 mil, US$ 4 mil", ele completa, referindo-se à parte visada para produção de ejiao, um produto popular na medicina chinesa, sem eficácia comprovada e que promete tratar um leque amplo de problemas de saúde, de anemia a impotência sexual.

Segundo a organização The Donkey Sanctuary, cerca de 5,9 milhões de jumentos são abatidos anualmente para abastecer o mercado de ejiao, que movimenta cerca de US$ 6,38 bilhões.

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Maasai Mara, no Quênia, e divulgada nesta quarta (25/6) mostra os impactos negativos que o roubo de jumentos para retirada da pele tem sobre comunidades rurais quenianas.

As principais afetadas são as mulheres, que usam esses animais para auxiliá-las em diversos trabalhos braçais, mas os efeitos foram observados em todo o núcleo familiar, com redução inclusive da renda domiciliar.

Ejiao também é explorado pela indústria de beleza na China
Santuários de jegues
Os jumentos já tiveram papel importante na agricultura familiar do Nordeste. Com a mecanização da lavoura e a popularização de veículos automotores, contudo, eles perderam protagonismo e muitos acabaram abandonados em estradas pela região.

Um dos focos de pesquisadores como Escodro é desenvolver estratégias para reintroduzir os jumentos na sociedade. As possibilidades, segundo ele, são várias. Desde atividades de pastoreio e o uso em terapias assistidas, a "jumentoterapia", até a reinserção na agricultura familiar, a exemplo de iniciativas em pequenas propriedades rurais na Europa.

O tema é um dos assuntos que serão discutidos no evento que reúne especialistas nesta semana, ao lado da possível criação de áreas de conservação de jumentos no país.

A ideia seria transformar regiões que hoje concentram esses animais em relativa segurança, de onde é inclusive difícil retirá-los para realização de abate, para a construção de santuários.

A área de Jericoacoara, em um trecho bastante turístico do litoral do Ceará, concentra cerca de 700 jegues. No interior do Estado, em Santa Quitéria, uma fazenda que pertence ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) abriga algo entre 1,2 mil e 1,3 mil animais.

"Isso fortaleceria o combate à extinção no médio prazo", diz Escodro.

Outra frente de atuação é pressionar pela aprovação do projeto de lei 2.387, de 2022, que debate a proibição do abate em todo o território nacional. Grupos que defendem a causa lançaram recentemente o site Fim do Abate como parte da campanha.

No ano passado, a União Africana aprovou uma moratória de 15 anos para o abate dos animais com o objetivo de explorar a pele.

Fonte: BBC News Brasil em São Paulo

quinta-feira, 3 de julho de 2025

HACKERS DESVIAM R$ 1 BILHÃO EM SISTEMA LIGADO AO BANCO CENTRAL DO BRASIL

Um ataque hacker de grandes proporções atingiu, na tarde de segunda-feira (1º), os sistemas da C&M Software, empresa autorizada e supervisionada pelo Banco Central do Brasil (BC), especializada em fornecer infraestrutura tecnológica para serviços como Pix, TED e DDA. O prejuízo estimado pode ultrapassar R$ 1 bilhão, afetando diretamente instituições financeiras como BMP, Bradesco e Credsystem.

O Banco Central confirmou a ocorrência da invasão cibernética e informou que a C&M comunicou oficialmente a violação em sua infraestrutura. Como medida de segurança imediata, o BC determinou o desligamento do acesso das instituições financeiras às plataformas operadas pela empresa.

De acordo com o portal Brazil Journal, o valor desviado pode chegar à casa do bilhão, configurando-se como o maior ataque hacker já registrado no país. Já o site Cointelegraph apurou que, após o roubo, os criminosos iniciaram a movimentação dos recursos para diversas plataformas de criptomoedas que operam com Pix, como exchanges, gateways, sistemas de swap e mesas OTC. O objetivo é converter os valores em USDT (Tether) e Bitcoin, dificultando o rastreamento e a recuperação dos ativos.

As autoridades competentes já foram acionadas e investigações estão em andamento. O Banco Central, até o momento, não divulgou o valor oficial do prejuízo.

DEPUTADA DO PSOL ÉRICA HILTON É CRITICADA POR OSTENTAÇÃO APÓS ESCÂNDALO COM CABELEIREIROS E BOLSA DE R$ 25 MIL

A deputada federal Érica Hilton (PSOL-SP) voltou a ser alvo de críticas nas redes sociais e nos bastidores da política após novas aparições que colocam em xeque a coerência entre seu discurso e suas ações. Conhecida por suas declarações contra o sistema capitalista — inclusive já tendo afirmado publicamente que é necessário “acabar com o capitalismo” — a parlamentar tem colecionado episódios que sugerem um estilo de vida bem diferente daquele que defende ideologicamente.

Recentemente, Érica foi duramente criticada pela contratação de dois cabeleireiros para atuarem em seu gabinete parlamentar, o que gerou denúncias no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e uma repercussão negativa até mesmo entre apoiadores. O episódio levantou questionamentos sobre o uso dos recursos públicos para fins considerados supérfluos.

Agora, uma nova polêmica tomou conta das redes. Em uma foto postada em suas redes sociais, a deputada aparece afirmando estar “pronta para mais um dia de trabalho” — até aí, nada de novo. O que chamou atenção, no entanto, foi a bolsa que ela carregava: uma peça de grife avaliada em aproximadamente R$ 25 mil. O valor causou indignação entre internautas e opositores, que apontam a incongruência entre o discurso socialista da parlamentar e o consumo de artigos de luxo que simbolizam exatamente o oposto.

O valor da bolsa, por si só, é mais do que todo o patrimônio que a deputada declarou ter em 2022: na época, Erika Hilton disse que aproximadamente 20 mil reais em investimentos em renda fixa e mais 4,51 reais em conta-corrente.

A controvérsia se intensificou após a revelação de que Érica Hilton viajou recentemente para Paris, onde assistiu à turnê Cowboy Carter, da cantora americana Beyoncé. A viagem internacional para prestigiar um show de uma das maiores estrelas do pop global também foi usada como argumento por críticos que acusam a deputada de hipocrisia.

O caso reaquece o debate sobre a autenticidade do discurso de parte da esquerda brasileira, especialmente daqueles que criticam ferozmente o capitalismo enquanto usufruem de seus símbolos mais caros. Para muitos, episódios como esse reforçam a ideia de que há, em determinados setores da esquerda, uma distância cada vez maior entre o que se prega e o que se pratica.

quarta-feira, 2 de julho de 2025

DEPUTADO DO PT PROPÕE TRIBUTO SOBRE ÁLCOOL PARA APOIAR ESCOLAS DE SAMBA

Em meio ao impasse entre o governo federal e o Congresso Nacional sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o deputado Alfredinho (PT-SP) apresentou nesta segunda-feira (30) um novo parecer ao Projeto de Lei 2769/2023, propondo a criação de um imposto sobre bebidas alcoólicas para financiar o Carnaval brasileiro.

A versão atualiza estabelece valores fixos por alíquotas percentuais sobre a venda:

0,5% para bebidas nacionais (cerveja, vinho e destilados);
 1% para bebidas alcoólicas importadas;
 Isenção para pequenos produtores artesanais.

A arrecadação seria destinada ao Fundo Nacional de Incentivo e Manutenção do Carnaval (FunCarnaval), criado pela proposta. Os recursos seriam distribuídos da seguinte forma:

60% para escolas de samba
20% para blocos de rua
10% para outras manifestações culturais do Carnaval
7% para capacitação de trabalhadores do setor
3% para preservação da memória carnavalesca
A proposta é de autoria dos deputados Washington Quaquá (PT-RJ) e Ricardo Abrão (União-RJ). O relator, Alfredinho, também rejeitou duas emendas durante a apresentação do substitutivo.

Tramitação na Câmara

O projeto está em análise na Comissão de Cultura (CCULT), onde foi devolvido ao relator para nova deliberação. A proposta ainda precisa passar, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Se aprovado em todas, poderá seguir direto ao Senado, sem necessidade de votação no plenário da Câmara.

CNN 

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DETERMINA RECOLHIMENTO DE RAÇÃO APÓS MORTE DE MAIS DE 600 CAVALOS NO PAÍS

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o recolhimento, em todo o território nacional, de todos os produtos destinados a equídeos fabricados pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda., com data de fabricação a partir de 21 de novembro de 2024. A medida é válida desde o último dia 17 de junho e foi tomada após a morte de cavalos em diversos locais do país.

A empresa está sob investigação, e a comercialização dos produtos foi suspensa por risco à saúde animal.

Desde o início da apuração do Ministério, em 26 de maio, foram registradas 122 mortes de equinos em diferentes municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alagoas, com relatos adicionais de 36 óbitos ainda não investigados. Em 100% dos casos analisados até o momento, os tutores informaram que os animais consumiram rações fabricadas pelo mesmo estabelecimento.

De acordo com reportagem do g1, os primeiros casos de intoxicação surgiram em 21 de abril, no Rio de Janeiro, e a primeira morte foi registrada no dia 23 do mesmo mês em São Paulo. Os cavalos estavam aparentemente saudáveis e sem alterações clínicas evidentes. Mas começaram, subitamente, a apresentar sinais neurológicos agudos que evoluíram para a morte em poucos dias.

Um levantamento obtido pelo portal contabilizou 645 mortes de animais em ao menos seis estados brasileiros. São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Alagoas. A Bahia é um dos estados com mais registros (40), atrás de São Paulo (286), Rio de Janeiro (113), Goiás (74), Minas Gerais (67) e Alagoas (64).

O caso mais recente é em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde nove cavalos criados na chácara Dia de Sol, na zona rural da cidade, morreram nos últimos dois meses após consumir rações da empresa. Duas mortes ocorreram nessa terça-feira (1º), segundo o comerciante e criador Marcos Barbosa.

"Um cavalo passou a noite rodando em círculos numa baia e uma égua estava querendo morder a parede. Com todos os animais foi assim, é como se fosse uma demência", disse ele ao g1. À TV Globo ele ainda lembrou que uma das filhas, que montava e competia em um dos animais atingidos, sequer tem ido ao haras.

A Nutratta, com sede em Itumbiara (GO), informou em nota que lamenta profundamente as mortes e que está colaborando com o Mapa na elucidação dos fatos. De acordo com a empresa, "análises laboratoriais preliminares indicaram a presença da substância monocrotalina, que é produzida pela própria natureza, por plantas do gênero Crotalaria - uma leguminosa que é muito utilizada em adubação verde -, e que pode estar presente em matérias-primas de origem vegetal utilizadas em diferentes cadeias agroindustriais, tratando-se, pois, de uma fatalidade".

Leia a nota da empresa na íntegra:

A Nutratta lamenta profundamente os relatos de intoxicação e óbitos de animais associados ao Produto Foragge Horse, da linha de nutrição animal equina, e reforça que está colaborando integralmente com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para elucidar os fatos, inclusive recebendo os técnicos do Mapa em sua planta, fornecendo todos os documentos e informações técnicas solicitadas.

Embora as investigações do Ministério da Agricultura e Pecuária ainda estejam em curso, foi divulgada nota técnica no sentido de que as análises laboratoriais preliminares indicaram a presença da substância monocrotalina, que é produzida pela própria natureza, por plantas do gênero Crotalaria - uma leguminosa que é muito utilizada em adubação verde -, e que pode estar presente em matérias-primas de origem vegetal utilizadas em diferentes cadeias agroindustriais, tratando-se, pois, de uma fatalidade, caso isso venha a ser confirmado.

Assim, diante da situação excepcional, a Nutratta já adotou medidas adicionais de autocontrole. Entre essas ações estão o reforço das análises laboratoriais, revisão dos protocolos de qualificação de fornecedores e rastreabilidade das matérias-primas vegetais, revisão completa dos processos sanitários internos e reestruturação do layout fabril.

Por fim, a Nutratta destaca que vem adotando todas as providências cabíveis para mitigar os efeitos da situação, incluindo suporte técnico aos clientes, rastreamento dos lotes envolvidos e revisão de seus processos internos. Ressalta-se que não há, até o momento, conclusão definitiva quanto a eventual nexo de causalidade entre os casos relatados e os produtos da empresa, e que a empresa conseguiu uma liminar na Justiça Federal para restabelecer seu funcionamento quanto à atividade de produção e comércio dos produtos não destinados a equinos.

VEÍCULOS COM ESCAPAMENTO “KADRON” PASSAM A SER PROIBIDOS POR LEI EM CAXIAS

De autoria do vereador Ricardo Rodrigues, a Prefeitura de Caxias (MA) sancionou a Lei Municipal nº 2.779, de 24 de junho de 2025, que proíbe a circulação de motocicletas com escapamentos modificados (cano kadron). A medida visa controlar a emissão de ruídos em áreas urbanas, protegendo o bem-estar da população, especialmente em locais sensíveis ao barulho, como escolas e hospitais.

Aprovada pela Câmara de Vereadores, a lei foi sancionada pelo prefeito José Gentil Rosa Neto, com base no artigo 65, inciso V, da Lei Orgânica do Município.
Segundo o texto legal, fica vedado o uso de escapamentos modificados que alterem a configuração original de fábrica. Os proprietários de motocicletas devem manter não apenas o escapamento original, mas também o sistema de admissão de ar, as barreiras acústicas e demais componentes que influenciem na emissão de ruídos, conforme os padrões do fabricante ou com autorização expressa do órgão competente.

A fiscalização será realizada por órgãos designados pelo Município. Os limites de ruído devem seguir a Resolução nº 418/2009 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), bem como os procedimentos técnicos da NBR 9714/1999, ambas com suas respectivas atualizações.

O descumprimento da nova legislação acarretará multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) ao proprietário da motocicleta. Em caso de reincidência, o veículo poderá ser apreendido, sendo liberado apenas após o pagamento em dobro da multa, ou seja, R$ 1.000,00 (mil reais).

A lei também impõe penalidades mais severas em áreas sensíveisp. Se a infração ocorrer nas proximidades de escolas, hospitais ou outras instituições de saúde, a multa será automaticamente dobrada já na primeira ocorrência, totalizando R$ 1.000,00 (mil reais

A nova legislação atende a um clamor crescente da população por medidas mais firmes contra a poluição sonora causada por motocicletas barulhentas, especialmente durante a noite e em bairros residenciais.

ASCOM/CMC

terça-feira, 1 de julho de 2025

ADOLESCENTE MATOU PAIS E IRMÃO ENQUANTO FALAVA COM A NAMORADA, DIZ POLÍCIA

O crime que chocou o Brasil na última semana ganhou mais um contorno macabro. A namorada virtual do adolescente que matou a própria família em Itaperuna, no Rio de Janeiro, disse que estava em ligação com o garoto no momento em que ele disparava contra pai, mãe e irmão.

A informação foi confirmada pela polícia ao SBT News. A jovem, de 15 anos, foi ouvida na última quinta-feira (26), em Água Boa, no Mato Grosso, onde reside. O depoimento, que foi feito ao lado da mãe e durou cerca de duas horas, será enviado para a Polícia Civil do Rio de Janeiro e fará parte da investigação do caso.

De acordo com a polícia, os investigadores ficaram impressionados pela “frieza” da garota ao narrar o crime. Ela teria acompanhado a ação em tempo real, conversando com o garoto durante e após os assassinatos cometidos no sábado (21). Segundo o adolescente, os dois se conheceram em 2019, enquanto jogavam jogos online. Na época, ele tinha oito anos e ela, nove.

O conteúdo do depoimento permanece em sigilo e a polícia vai analisar se a adolescente teve participação, mesmo que indireta, nos crimes. Caso seja comprovada a influência nos atos do adolescente, ela pode ser autuada, mesmo sendo menor de idade.

O adolescente deve responder por triplo homicídio duplamente qualificado por impossibilidade de defesa das vítimas, que estavam dormindo no momento do crime, além de motivação fútil. Ele fez exames no Instituto Médico Legal (IML) nesta sexta-feira (27) e deve ser encaminhado para uma unidade socioeducativa em São Fidélis, no norte fluminense, onde ficará internado provisoriamente por 45 dias, após decisão judicial.

Jovem queria visitar namorada virtual
Um dos motivos para os assassinatos, segundo a polícia, era um conflito familiar que surgiu porque a família não permitia que ele viajasse ao Mato Grosso para encontrá-la. Durante a perícia, a polícia localizou uma bolsa de viagem pronta, contendo os celulares das vítimas.

"Ele não deu muitos detalhes sobre a namorada, mas disse que se conheceram em jogos online. Tudo indica que ele ficou insatisfeito com a proibição dos pais", explicou o delegado Carlos Augusto Guimarães, titular da 143ª Delegacia, responsável pela investigação, ao jornal Extra.

O caso chegou ao conhecimento da polícia na terça-feira (24), quando a avó paterna do adolescente foi à delegacia registrar o desaparecimento da família. Ela relatou que tentava contato desde sábado, sem sucesso. Na ocasião, o garoto afirmou que o irmão havia se engasgado com um caco de vidro e que os pais saíram às pressas para levá-lo ao hospital, utilizando um carro de aplicativo. No entanto, nenhum registro hospitalar foi encontrado.

Durante a perícia na residência, realizada na quarta-feira, foram identificadas manchas de sangue no colchão do casal, roupas ensanguentadas e queimadas, além de um forte odor de decomposição. Os corpos foram localizados em uma cisterna nos fundos do imóvel.

"A quantidade de sangue não batia com a história do acidente doméstico. Após a descoberta, ele confessou. Disse que atirou na cabeça dos pais e no pescoço do irmão, alegando que queria poupá-lo da dor de ficar sem os pais", relatou o delegado.

FELIPE CAMARÃO CUMPRE AGENDA EM AÇAILÂNDIA E DEFENDE TRANSPARÊNCIA NA GESTÃO PÚBLICA

Em sua caminhada rumo ao Governo do Maranhão, o candidato Felipe Camarão (PT) cumpriu agenda neste sábado (5) em Açailândia, na ...