Moradores da zona rural de Codó voltam a denunciar o abandono por parte da gestão municipal e clamam por providências urgentes em relação à ponte que liga as comunidades de Bom Jesus e Manduri. A situação, que se arrasta há anos, tem gerado revolta, insegurança e inúmeros prejuízos para quem depende diariamente da estrutura.
Segundo relatos da comunidade, no dia 06 de janeiro de 2025, moradores procuraram o prefeito Chiquinho, que teria garantido que a obra de recuperação da ponte seria realizada. No entanto, um ano depois, em 05 de janeiro de 2026, nenhuma intervenção foi feita, evidenciando o descaso com as populações rurais do município.
A ponte, construída de madeira, encontra-se em estado crítico. Tábuas soltas, estrutura comprometida e falta total de manutenção transformaram a travessia em um risco constante. Moradores afirmam que o medo de acidentes é diário, especialmente para motociclistas, estudantes, idosos e trabalhadores que precisam se deslocar para outras comunidades ou para a sede do município.
Os prejuízos vão além do risco à vida. Agricultores enfrentam dificuldades para escoar a produção, estudantes têm o acesso à escola comprometido e famílias ficam praticamente isoladas em períodos de chuva, quando a travessia se torna ainda mais perigosa. Em casos de emergência médica, o tempo de deslocamento pode ser decisivo entre a vida e a morte.
Para os moradores, é inaceitável que, em pleno século 21, comunidades ainda dependam de pontes de madeira precárias, sem qualquer padrão mínimo de segurança. A situação escancara a desigualdade social e o abandono histórico que marcam grande parte do interior do Maranhão.
Essa realidade se soma a um cenário ainda mais grave: a falta de oportunidades e de infraestrutura empurra milhares de maranhenses a deixarem suas famílias e sua terra natal para buscar trabalho em estados como Mato Grosso, onde muitos se submetem a jornadas exaustivas em condições difíceis. Enquanto isso, quem fica enfrenta estradas ruins, pontes improvisadas e a ausência do poder público.
A comunidade de Bom Jesus e Manduri pede uma resposta imediata da Prefeitura de Codó, antes que uma tragédia aconteça. Para os moradores, não se trata de favor, mas de um direito básico: o direito de ir e vir com segurança e dignidade.
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