O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, demonstrou preocupação com o crescimento do tráfico internacional de drogas por meio dos portos brasileiros. A constatação é resultado de uma auditoria de governança determinada pelo próprio ministro, cujos dados ainda estão em fase de consolidação. A expectativa é que o diagnóstico completo, considerado alarmante, seja divulgado nos próximos dias.
Apesar de o Brasil não produzir cocaína nem outras drogas de elevado consumo mundial, o país tem se tornado uma das principais rotas de exportação do entorpecente. Segundo Nardes, os portos brasileiros vêm sendo utilizados como base logística para o escoamento de drogas produzidas em países da América Latina.
“Os portos brasileiros servem de base para exportação da América Latina”, afirmou o ministro em conversa com um grupo de amigos no WhatsApp.
Historicamente, drogas produzidas em países vizinhos entram no Brasil com facilidade, atravessando fronteiras extensas e pouco fiscalizadas. A partir daí, seguem para o exterior por meio da estrutura portuária nacional, que enfrenta fragilidades no controle e na fiscalização.
A gravidade da situação é reforçada por denúncia feita por Lincoln Gakiya, promotor do Ministério Público de São Paulo, segundo a qual o Brasil ocupa atualmente o posto de segundo maior exportador de cocaína do mundo,um dado que coloca o país no chamado “pódio da vergonha” do narcotráfico internacional.
O relatório do TCU deve lançar luz sobre as falhas estruturais e institucionais que permitem o avanço do crime organizado nos portos e pode pressionar o governo federal a adotar medidas mais rigorosas de controle, segurança e cooperação internacional.
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