quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

BRASILEIRO PAGA MAIS POR ALIMENTOS MESMO GANHANDO MENOS, APONTA COMPARAÇÃO INTERNACIONAL

Uma comparação simples entre Brasil e Estados Unidos ajuda a ilustrar uma realidade sentida diariamente pela população brasileira: mesmo com salários menores, o brasileiro paga proporcionalmente mais caro por alimentos básicos.

O peso do arroz no bolso do trabalhador

No Brasil, o salário mínimo está fixado em R$ 1.621,00. Com esse valor, a compra de um item essencial como 5 kg de arroz, que custa em média R$ 13,95, representa 0,86% do salário mínimo.

Se o salário fosse de R$ 2.000,00, o mesmo produto ainda comprometeria 0,70% da renda mensal, o que demonstra que, mesmo com um aumento salarial, o impacto no orçamento continuaria significativo.

Situação nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, considerando um salário mínimo médio fora da capital federal em torno de US$ 2.000,00, o cenário é bem diferente. O mesmo volume de 5 kg de arroz custa cerca de US$ 4,00, o que corresponde a apenas 0,20% do salário mensal.

Na prática, isso significa que o trabalhador norte-americano precisa destinar uma parcela muito menor de sua renda para comprar o mesmo produto básico.

Comparação direta

- Brasil: salário menor e maior comprometimento da renda com alimentos
- EUA: salário maior e menor impacto no orçamento familiar

Ou seja, proporcionalmente, o brasileiro paga mais para se alimentar.

E a carne brasileira?

Outro ponto que chama atenção é o caso da carne. O Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina para os Estados Unidos. Mesmo assim, o produto chega à mesa do consumidor americano, muitas vezes, com preços mais acessíveis do que no mercado interno brasileiro.

Na prática, o Brasil “ganha duas vezes” com a exportação, enquanto o consumidor nacional acaba pagando mais caro por um alimento produzido no próprio país.

Realidade que pesa no cotidiano

Esses números ajudam a explicar por que o custo de vida pesa tanto no bolso do trabalhador brasileiro. Não se trata apenas do valor nominal do salário, mas do quanto ele realmente compra.

A comparação internacional evidencia um problema estrutural: salários baixos, impostos elevados e preços altos, especialmente sobre alimentos essenciais. Para milhões de brasileiros, essa conta não fecha,  e o resultado é a dificuldade crescente de manter o básico dentro de casa.

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