segunda-feira, 4 de maio de 2020

CAIXÕES VAZIOS ESTÃO SENDO ENTERRADOS EM MANAUS PARA CAUSAR ALARDE NA POPULAÇÃO? CHECAMOS

Circulam nas redes algumas publicações com imagens apontando que estariam sendo enterrados caixões vazios em Manaus/AM, supostamente para alarmar a população, fazendo todos acreditarem que o número de mortes por Covid-19 é maior que o real. Trata-se de mais uma fake news criada diante do atual cenário de pandemia no Brasil.

Diversas fotos estão sendo publicadas para corroborar com a falsa notícia. Uma delas expõe um caixão vazio, com apenas um saco plástico em seu interior. Outra retrata um grupo de homens com trajes de proteção e dois deles carregam um caixão, o que levou pessoas a afirmarem que o objeto estaria vazio, diante da aparente facilidade com que o seguravam.

Contudo, as informações foram desmentidas e comprovou-se que a primeira imagem retrata um momento que sequer aconteceu em Manaus. Trata-se de um golpe desvendado em 2017, pela Polícia Civil de São Carlos (SP). No caso, uma família foi acusada de enterrar um caixão vazio para ficar com o seguro da suposta vítima. Já a segunda foto retrata um sepultamento real, que foi acompanhado pela equipe do portal Amazônia Real, cuja vítima foi Esther Silva (67 anos).

Por meio de nota, a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) de Manaus aponta que “todo sepultamento tem a respectiva Certidão de Óbito ou, atualmente com a pandemia da Covid-19, a Declaração de Óbito (D.O), expedida pela unidade hospitalar credenciada, tanto para óbitos em casa (esse incluindo o Boletim de Ocorrência-B.O) quanto para as mortes nas unidades de saúde”.

O órgão também citou outra fake news que circulou, sobre uma suposta denúncia de superfaturamento na aquisição de urnas funerárias do serviço do SOS Funeral, que é destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica que não podem arcar com os custos do sepultamento. Em nota de esclarecimento, a Semasc aponta que a denúncia “é inconsistente e traz áudios que teriam sido supostamente gravados em 2018, citando um suposto ex-servidor e não a atual titular da pasta, Conceição Sampaio, que assumiu em fevereiro de 2019 e está mobilizando todas suas ações para o combate à Covid-19”.

Números reais
Apesar da circulação de informações falsas, o estado de alerta sobre Manaus é legítimo. A capital está entre as cidades brasileiras mais afetadas pela pandemia e enfrenta uma crise, tanto no sistema de saúde, quanto no atendimento funerário.

Segundo informe da Prefeitura, apenas na última sexta-feira (1º), foram registrados 126 óbitos nos cemitérios públicos, que são administrados pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp). Entre as causas de morte, 12 pessoas tiveram no atestado a confirmação para Covid-19. Outras 26 foram registradas como causa desconhecida ou indeterminada e mais 46 tiveram como causa de morte síndrome, insuficiência ou parada cardiorrespiratória.

As medidas para sepultamento dos corpos tem causado confusão e revolta. O sistema de camadas foi implementado pela gestão pública em determinado momento, mas ver os entes queridos sendo enterrados em pilhas com desconhecidos desagradou a população. Logo, a decisão mudou e a Prefeitura manteve o modelo de trincheiras, como ocorrido anteriormente. Passou a disponibilizar também a opção de cremação paras as famílias que assim o desejassem. 

Tal situação caótica levou inclusive famílias a abrirem os caixões, para confirmarem se de fato são seus parentes que estão sendo enterrados

domingo, 3 de maio de 2020

MUNICÍPIOS ESPERAM A JUSTE NO PLANO DE SOCORRO NA CÂMARA, COM VOTAÇÃO ATE TERÇA-FEIRA

Municípios esperam ajuste no plano de socorro na Câmara, com votação até terça
A divisão desse montante, que vai ser repassado para compensar as perdas com ICMS e ISS e pode ser usado livremente, no último momento foi modificada de 50% para 60% para Estados e 40% para municípios.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, afirmou, em entrevista à Globonews neste domingo, que os municípios estão contestando a distribuição da transferência direta de R$ 50 bilhões do governo federal para Estados e municípios, conforme o texto aprovado no Senado. A divisão desse montante, que vai ser repassado para compensar as perdas com ICMS e ISS e pode ser usado livremente, no último momento foi modificada de 50% para 60% para Estados e 40% para municípios.

Aroldi disse que o CNM já conversou com alguns deputados e que vai tentar falar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para conseguir algum ajuste no texto. Como houve modificações no Senado, o projeta volta para a Câmara.

OMS AFIRMA QUE SUÊCIA,QUE NÃO FEZ LOCKDOW, É "MODELO A SER SEGUIDO"

Cidadania foi elemento crucial para o combate à doença
Após adotar uma estratégia polêmica de combate ao novo coronavírus, a Suécia foi citada por Michael Ryan, diretor executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialista em saúde emergencial, como “modelo de combate [à covid-19].”

A Suécia se recusou, no período entre março e abril, a implementar leis específicas para quarentena e isolamento social. Em vez da regulamentação pesada de outros países da Escandinávia (região do norte europeu que agrupa Dinamarca, Noruega e Suécia), o governo sueco propôs uma política pública baseada em compreensão, cuidado e segurança com o próximo – uma forma de isolamento social baseado em cidadania, não em multas ou regulamentações severas.

“Há uma percepção de que a Suécia não criou medidas de controle e deixou a doença se disseminar, mas isso não poderia estar mais longe da verdade”, afirmou Ryan.“[O país] criou uma política pública muito dura de distanciamento social baseada em cuidar e proteger pessoas internadas. O que houve de diferente foi a confiança na cidadania e a habilidade individual dos cidadãos de se imporem o distanciamento social e os devidos cuidados [contra a infecção]”, afirmou o médico em coletiva.

A forma diferente de lidar com a pandemia foi criticada por acadêmicos e intelectuais do país, que escreveram uma carta aberta ao governo para solicitar um endurecimento das medidas contra o novo coronavírus. O documento registrou mais de 2.300 assinaturas. A Suécia apresentou um número maior de casos em comparação com os vizinhos, que adotaram medidas regulatórias por meio de decretos. Foram 20.300 casos e 2.462 mortes.

“Se não queremos uma sociedade que necessite de lockdowns, devemos olhar para a Suécia como representante de um modelo [de ação]”, complementou Ryan.



Diferenças
O país, porém, apresenta uma realidade bem diferente do resto do mundo. A Suécia conta com cerca de 10,3 milhões de habitantes, e possui um produto interno bruto (PIB) de cerca de US$ 528 bilhões. O país tem uma renda média anual de US$ 54.600 por pessoa – cerca de R$ 300 mil. A Suécia figura entre os 10 países com a população mais feliz do mundo, e também com maior liberdade econômica. A média de impostos que o cidadão sueco paga gira em torno de 32% dos ganhos individuais, o que torna o país um dos mais onerosos para os contribuintes.

Informações: Agência Brasil

SAI A PRIMEIRA PESQUISA PARA ELEIÇÕES 2022 APÓS DEMISSÃO DE SERGIO MORO

Jair Bolsonaro, Sérgio Moro e Lula
As pesquisas do Instituto Datafolha e do Ibope estão totalmente desacreditadas. O Vox Populi então, nem se fala, virou um instrumento de manipulação.

Porém, pelo menos um instituto no país, por enquanto, ainda mantém uma certa respeitabilidade. O Instituto Paraná.

E é justamente do Instituto Paraná a primeira pesquisa de opinião pública, após o episódio de demissão de Sérgio Moro.


Assim, em sendo do Instituto Paraná, vale a pena ver os números.

O resultado é aterrorizante para o establishment.

Nos três cenários simulados pelos pesquisadores, Jair Bolsonaro detém a liderança.

Bolsonaro fica a frente de nomes como o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, do PT, de governadores como João Doria (PSDB), de São Paulo, e Wilson Witzel (PSC), do Rio, além do ex-ministro da Segurança, Sergio Moro.

A pesquisa foi realizada em todos os estados do país entre os dias 27 e 29 de abril. Foram ouvidas 2.006 pessoas. A margem de confiança é de 95%, e a margem de erro de aproximadamente 2% para mais ou para menos.


No primeiro cenário, Bolsonaro teria 27% das intenções contra 18,1% de Moro.
No segundo, considerando uma hipotética candidatura de Lula, que hoje não poderia concorrer em razão de condenações na Justiça, o presidente teria 26,3% dos votos contra 23,1% do petista.
E na terceira situação, Bolsonaro obteria o maior percentual de votos, 29,1%, a frente de nomes como Haddad (15,4%), Ciro Gomes (11,1%), Luciano Huck (8,1%) e do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (6,8%).

QUADRILHA DO CEARÁ É PRESA ACUSADA DE APLICAR GOLPES EM BANCOS DE TERESINA



Polícia Civil do Piauí, por meio de investigação realizada por policiais do 5° distrito policial de Teresina, prendeu no sábado (02/05), cinco integrantes de uma organização criminosa, oriunda do Ceará (Crateús e Novo Oriente), responsável por aplicar furtos mediantes fraudes de valores de contas bancárias de clientes do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, onde atuavam em terminais bancários da capital distraindo as vítimas e realizando a troca de cartões, para efetuarem saques em outros terminais de pronto atendimento e também compras em estabelecimentos comerciais.

Após a investigação de casos noticiados no 5°DP, membros do grupo criminoso foram identificados, assim como seu modus operandis. Durante o mês de março de 2020, esses integrantes passaram a ser monitorados e após realização de mais uma conduta criminosa nesta sexta-feira (01/05), policiais civis organizaram uma operação, sob a coordenação do delegado titular Edivan Botelho, com apoio do Delegado Geral Luccy Keiko e da Gerência de Polícia Metropolitana - GPE, dirigida pelo delegado Matheus Zanatta. 



Crédito: Reprodução/Polícia Civil
A ação teve início às 7h de sábado, onde equipes do 5°DP cobriram os bancos alvos das zonas leste e norte, e a equipe do GPE cobriu agências da zona sul e sudeste. A primeira prisão em flagrante de duas pessoas do referido grupo aconteceu em uma agência no bairro Marquês. Após levantamentos de informações, outros três indivíduos foram interceptados nas proximidades do município de Piripiri a 170km da capital, pela equipe do GPE/PC-PI com apoio da PRF e Força Tática PM-PI.

Nas prisões foram apreendidos: o valor aproximado de R$2.000,00, aproximadamente 30 cartões bancários de diversos clientes, vários aparelhos celulares, chaves de apartamentos de hotéis onde estavam hospedados na capital, e dois veículos.


MULHER É ENCONTRADA MORTA E SEMINUA NO BAIRRO BELA VISTA EM CAXIAS

Um crime brutal foi registrado na madrugada deste domingo (3), em Caxias. O corpo de uma mulher foi encontrado com várias perfurações de arma branca, no bairro Bela Vista.

Ela estava seminua, sem a parte inferior da roupa. O corpo encontrava-se em meio a um matagal nas proximidades da escola do bairro.

De acordo com relatos, o corpo teria sido encontrado por populares que passavam nas proximidades do local, na manhã deste domingo (3), que logo após acionaram a polícia.

CRESCIMENTO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA DURANTE QUARENTENA

Estima -se que no Brasil, a cada uma hora, 503 mulheres são vítimas de violência doméstica (DataFolha/FBSP, 2017), ocupando a 5º colocação no ranking mundial de mortes de mulheres, que tem como principais agressores marido, ex-marido, companheiro, ex-companheiro, namorado ou ex-namorado. O palco principal dessa tragédia é a casa.

No ano passado, o Maranhão registrou 52 casos de feminicídio, de acordo com dados do Departamento de Feminicídio da Polícia Civil. Em 2018, foram 46 e em 2017, 51 casos. De acordo com uma análise criminológica da Polícia Civil, dos casos ocorridos em 2018, foi constatado que 57% dos crimes aconteceram dentro da casa da vítima, 84% foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros (o chamado feminicídio íntimo) e 50% dos crimes foram cometidos por arma branca.

Com a crise sanitária causada pelo novo coronavírus, vieram as medidas para contenção do contágio, dentre elas o isolamento social. O período de confinamento intensificou a convivência familiar, e com ela, surgiu a instabilidade emocional, a insegurança. Somado a isso, mulheres que já passam por um ciclo de violência com seus companheiros, maridos, namorados, se viram “presas” a eles. “Casa, portanto, para muitas mulheres não é sinônimo de proteção, mas de violência. O Brasil encontra-se em isolamento social, a população está em quarentena, presas em suas casas, tornam-se presas dos seus conhecidos.  Neste momento, o lar se constitui enquanto paradoxo de existência para algumas, se na rua pode morrer de corona, em casa morre por existir”, opina a Doutoranda em Ciências Sociais (UFMA) e Professora do Centro Universitário Estácio São Luís, Maynara Costa de Oliveira Silva.

Neste momento, o lar se constitui enquanto paradoxo de existência para algumas, se na rua pode morrer de corona, em casa morre por existir

O reflexo disso está nos números apresentados pela 2ª Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na capital. De 18 de março a 17 de abril deste ano, foram distribuídas 197 medidas protetivas de urgência (MPU) somente em São Luís. Nos meses de março e abril do ano passado foram expedidas 329 e 314 medidas, respectivamente.

Segundo a titular da Vara, Juíza Lúcia Helena Barros Helluy da Silva, a média de MPUs mensal é 300. “Esses dados levam a gente a uma reflexão. Não está acontecendo a violência ou elas não estão conseguindo acessar a Rede? Se expedimos em média 300 medidas por mês, como se explica essa redução brusca? Acredita-se em vários fatores: o fato de não haver um Boletim de Ocorrência Eletrônico disponível; o fato delas, por estarem em casa cuidando dos os filhos (que não estão indo para a escola) também, ser um empecilho para elas conseguirem sair para fazer a denúncia; o medo de pegar a doença; e ainda a questão do transporte, quando muitas são dependentes financeiramente”, disse a juíza.

De acordo com a juíza, é hora de os órgãos de proteção ampliarem a forma de acesso às denúncias. “Se as mulheres não denunciarem, mas o acesso está lá. Se o trabalho da Rede é anterior ao crime, tem que haver uma forma de saber como chegar antes ao problema”, opina.

De acordo com a Delegacia Estadual da Mulher, em 2019, nos meses de março e abril foram registrados 515 e 547 boletins de ocorrência, respectivamente. No mês de março deste ano foram 472. O auto de prisão em flagrante que foi de 40 no mês de março do ano passado, este ano passou para 34.

A delegada Karla Simone reforça que pode estar havendo subnotificação. “Acredito que por todos estarmos de certa forma psicologicamente abalados, os casos de violência doméstica podem ter aumentado. Acredito também que essas mulheres tenham receio de se expor no deslocamento, em virtude da pandemia”, disse.

No estado, recentemente, foi enviada ao Governo do Estado e à Secretaria de Segurança Pública, uma indicação sobre esse possível cenário em nosso Estado. “A mídia internacional já vinha comunicando às autoridades de países como a China e os EUA sobre esse crescimento de casos de violência doméstica contra as mulheres nesse período de isolamento social. Diante dessa situação, nós não podemos deixar de assistir essa situação de maneira eficaz. Por isso, enviamos uma indicação ao Governo do Estado, e demais órgãos competentes, uma indicação como forma de alertar o poder público desse possível cenário no Maranhão”, explica o autor da indicação, o deputado estadual Dr. Yglésio.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou esta semana que criou um grupo de trabalho para elaborar sugestões de medidas emergenciais para prevenir a violência doméstica. Segundo o órgão, a medida foi tomada após a confirmação do aumento dos casos registrados contra a mulher durante o isolamento social, em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

O grupo vai elaborar um diagnóstico da situação e propor o aperfeiçoamento da legislação que trata do tema. Entre as recomendações, o CNJ destacou a a adoção de medidas que garantam maior rapidez e prioridade no atendimento das vítimas de violência doméstica e familiar no Poder Judiciário.

Ajuda dos vizinhos importa
A violência doméstica é um amargo efeito colateral da quarentena, imposta com o objetivo de frear a pandemia do novo coronavírus. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FSBP), nas duas primeiras semanas de março do ano passado, houve 1.157 chamadas sobre violência doméstica no país. Neste ano, no mesmo período, ouve uma queda desse número para 652 casos no mesmo período. “Apesar de mostrar um cenário com menos denúncias, esse dado, dentro do atual cenário, pode expressar a dificuldade que as mulheres estão tendo para realizar o contato com órgãos competentes”, explica o FBSP.

Em contrapartida, de acordo com um estudo do Fórum, em parceria com a empresa de pesquisas Decode Pulse, os depoimentos sobre brigas de casais na internet aumentaram 431% desde o início do isolamento social. As instituições analisaram 52.315 menções no Twitter, das quais 5.583 indicavam violência doméstica contra mulheres. “Isso demonstra que os vizinhos estão se importando mais, mas eles também precisam denunciar. Com a pandemia e o isolamento social, eles ficaram mais atentos ao que ocorre ao redor. E eles precisam ajudar também, precisam denunciar. Estamos vendo essa rede de solidariedade e toda ajuda importa para que a mulher saia do ciclo de violência, mulher que às vezes, não tem como fazer a denúncia. Uma vez feita a denúncia, ela tem todo o acolhimento, se quiser tem a medida protetiva, e a partir daí é acompanhada pela Patrulha Maria da Penha”, disse a juíza Lúcia Helena Barros Helluy da Silva.

Para a Diretora da Casa da Mulher Brasileira, Susan Lucena, a questão da violência não está no fato do isolamento em si, mas qualquer mulher que se sinta violada deve procurar os canais de atendimento como o disque denúncia pelo número (98) 3223-5800, ou ainda os canais convencionais 180 ou 190. “A gente tem visto muita sororidade, pessoas que se ajudam, que oferecem sua ajuda para o outro, e assim também deve ser no caso de violência doméstica. Qualquer pessoa pode denunciar. Porque o que está acontecendo é que a vítima está enclausurada, então é importante que os vizinhos reportem o que esteja acontecendo. A gente precisa fortalecer a questão da denúncia”, disse Susan Lucena.

Qualquer pessoa pode denunciar. Porque o que está acontecendo é que a vítima está enclausurada, então é importante que os vizinhos reportem o que esteja acontecendo

A diretora da Casa da Mulher destacou ainda que com a situação atual, de isolamento, de não poder falar ao telefone para que o agressor não ouça, as denúncias aumentaram nas redes sociais. “Muita mulher pedindo socorro, mais do que antes. E a gente já encaminha. Recebemos uma que o marido tinha rasgado todas as roupas delas, mandou foto, então a gente orienta para registrar o boletim de ocorrência e passa a acompanhar o caso. Já chegou mensagem de mulher de madrugada pedindo ajuda. Então imagina, essa mulher sofrendo violência e sem poder sair de casa?”, questionou Susan Lucena.

O momento é de solidariedade para a realização de uma rede de proteção a essas mulheres que, em vez de se preocuparem apenas em defender-se de um vírus desconhecido e invisível, precisam proteger-se também do seu maior inimigo: o agressor que visivelmente convive a seu lado.

Violência afeta filhos
Na semana passada duas mulheres foram assassinadas a golpes de faca. Uma morta pelo companheiro em Presidente Dutra e a outra, morta pelo  ex-companheiro, em Palmeirândia, no interior do estado.

Talia Elias foi morta pelo companheiro na frente das duas filhas. Uma delas ouviu que o pai ia matar a mãe e a viu caída no chão. O suspeito foi preso e encaminhado para a delegacia de Presidente Dutra.

No outro caso, ainda mais grave, Nayze Martins Chagas, de 21 anos foi morta pelo ex-companheiro junto com os filhos de dois e quatro anos.

Segundo a polícia, o crime foi cometido por Adeilson de Jesus Martins Barros, de 30 anos, a golpes de faca, no povoado de Vila Nova (Palmeirândia), que ainda incendiou a residência com as vítimas dentro. Ele foi morto logo em seguida durante um confronto com policiais.

Para a juíza Lúcia Helena, essa é mais uma consequência ruim da situação de pandemia. “Agora o agressor não vitima só a mulher, mas os filhos que também estão em casa. A violência doméstica se modificou afetando as crianças também”, lamentou.

Outro tipo de violência a ser observado é a questão da violência contra a criança e adolescentes que acontecem em geral praticados pelos pais, padrastos, parentes, dentro da casa com pessoas do próprio convívio.

Quem chama a atenção é Susan Lucena, diretora da Casa da Mulher Brasileira. “A gente tem alertado muito para que as pessoas fiquem atentos. Teve um caso recente que a mãe pegou o padrasto mantendo relação sexual com a filha, a filha contou tudo, ela foi levada à delegacia e foram identificadas lesões antigas, então ela já vinha sendo estuprada há bastante tempo”.

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