Nicolas Hulscher, da McCullough Foundation, questiona dados de segurança dos imunizantes e cobra investigação sobre possível subnotificação de eventos adversos
NEWARK, NOVA JERSEY, EUA — Uma declaração do epidemiologista Nicolas Hulscher, administrador da McCullough Foundation, reacendeu o debate sobre os possíveis efeitos adversos das vacinas contra a Covid-19 nos Estados Unidos.
Hulscher afirma que os imunizantes podem ter provocado entre 470 mil e 840 mil mortes de americanos, número que, segundo ele, superaria as baixas combinadas dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerra do Vietnã e Guerra do Iraque.
As estimativas citadas pelo epidemiologista seriam baseadas em análises de excesso de mortalidade, informações do Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Vacinas (VAERS), ajustes relacionados à possível subnotificação e outros estudos utilizados por pesquisadores que questionam a segurança dos imunizantes.
Além dos questionamentos sobre os números de mortes, Hulscher faz acusações contra a Food and Drug Administration (FDA), agência responsável pela regulamentação de medicamentos e vacinas nos Estados Unidos.
Segundo o epidemiologista, comunicações internas da agência poderiam indicar que informações relacionadas à segurança das vacinas teriam sido ocultadas ou minimizadas.
Hulscher classifica o episódio como uma possível das maiores catástrofes biomédicas da história e defende que eventuais responsabilidades sejam investigadas, inclusive na esfera criminal, caso sejam encontradas evidências de irregularidades.
As declarações levantam uma questão central: quantas mortes realmente podem ser atribuídas às vacinas contra a Covid-19 e quantas ocorreram por outras causas após a vacinação?
Especialistas destacam que o VAERS registra acontecimentos ocorridos após a vacinação, mas uma notificação no sistema não significa automaticamente que a vacina tenha causado a morte ou o evento adverso. Para estabelecer causalidade, são necessárias análises epidemiológicas e científicas específicas.
Da mesma forma, o excesso de mortalidade é utilizado para identificar mudanças no padrão de óbitos de uma população, mas não permite, isoladamente, determinar a causa de cada morte registrada.
Por isso, a estimativa apresentada por Hulscher precisa ser analisada à luz da metodologia utilizada, de estudos independentes e de dados oficiais de mortalidade e farmacovigilância.
Para Hulscher e pesquisadores associados à McCullough Foundation, a dimensão das suspeitas justificaria uma investigação independente e transparente sobre os sinais de segurança registrados durante a campanha de vacinação contra a Covid-19.
O caso coloca novamente em discussão a necessidade de transparência dos dados, fiscalização dos órgãos reguladores e investigação de possíveis falhas na identificação e comunicação de eventos adversos.
Até que as alegações sejam submetidas a investigações independentes e evidências capazes de estabelecer relação causal, os números apresentados pelo epidemiologista devem ser tratados como estimativas e alegações, e não como mortes comprovadamente causadas pelas vacinas.
Texto: Jornalista Rodolfo Oliveira
Newark, New Jersey, United States
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